Como as narrativas satisfazem as principais motivações

Por Glaucio Aranha

Foi publicado na revista Self and Identity, um artigo teórico intitulado “Universal stories: How narratives satisfy core motives” (Histórias universais: como as narrativas satisfazem as principais motivações), de Costabile, Shedlosky-Shoemaker e Austin (2018), no qual os autores defendem a hipótese de que as histórias promoveriam o bem-estar social e psicológico, satisfazendo motivações centrais. Partem da para sobre o papel das narrativas nas vidas humanas e avançam com a argumentação, buscando estabelecer um entendimento sobre como elas se relacionariam com nossas principais motivações.

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Neste sentido, relacionam a narratividade com as cinco motivações sociais apontadas por Susan Fiske, no livro “Social beings: Core motives in Social Psychology” (2010) como bases para a satisfação das necessidades humanas, a saber: pertencer, compreender, controlar, auto-aperfeiçoar e confiar.

O artigo “Universal stories” abre espaço para retomar discussões acerca do papel da narratividade como aspecto imanente à condição humana, ou seja, para pensar a produção e circulação de histórias, desde tempos imemoriais, como um princípio organizador da experiência do ser humano, que viabiliza a construção de representações acerca do que o cerca. Tais representações estabeleceriam bases para procedimentos perceptivos e interpretativos sobre a existência. Esses procedimentos, por sua vez, seriam consolidados socialmente como matrizes modeladoras, por exemplo, na formação da cultura de um povo (BRUNER, 1997, 2002). Nesse sentido, a narratividade desempenharia um papel cognitivo de organização de fragmentos informacionais (dados) na constituição de uma compreensão/interpretação do contexto em que se vive (TURNER, 1996). Assim, as narrativas e suas formas de transmissão (circulação) poderiam ser compreendidas como elementos relevantes para a própria constituição da percepção da condição humana.

Costabile e seus colegas (2018) argumentam que tanto narrativas autobiográficas, quanto narrativas de entretenimento, podem satisfazer as cinco principais motivações descrias por Susan Fiske. Para tanto, os autores estruturam seu artigo em seções individuais para cada um dos principais motivos. E, deste modo, apresenta separadamente evidências empíricas com o fim de sustentar a relação entre as narrativas (histórias) e as motivações centrais relacionadas.

Na conclusão, os autores destacam a necessidade de mais pesquisas interdisciplinares sobre narrativas, que coloquem foco em pesquisas que promovam o diálogo com as teorias e pesquisas psicológicas mais tradicionais, buscando interfaces que possam contribuir para o aprofundamento do tema. Além disso, acreditam que as abordagens narrativas podem representar um importante passo para a pesquisa de relacionamentos intergrupais, promovendo a superação de resistências da ala mais tradicional.

Referências

BERYTAND, D. Narratividade e discursividade: pontos de, referência e problemáticasSignificação: Revista De Cultura Audiovisual30(19), 9-50, 2003. https://doi.org/10.11606/issn.2316-7114.sig.2003.65567

BRUNER, Jerome. Atos de significação. Tradução de Sandra Costa. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

_______. Realidade mental, mundos possíveis. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

Costabile, K. A., Shedlosky-Shoemaker, R., & Austin, A. B. Universal stories: How narratives satisfy core motives. Self and Identity17(4), 418-431, 2018. 

FISKE, S. T. . Social beings: Core motives in Social Psychology (2nd ed.). New York, NY: Wiley, 2010.

TURNER, M. The literary mind. Oxford: Oxford University Press, 1996.

Sobre o autor

É doutor em Letras (área: Literatura Comparada), pela Universidade Federal Fluminense (UFF); mestre em Comunicação, Imagem e Informação (área: Novas Tecnologias da Comunicação e da Informação), pela Universidade Federal Fluminense (UFF); e graduado em Direito, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). É pesquisador-líder do grupo de pesquisa *Homo Narrans: narratividade, produção de sentido e construção da realidade*, no qual coordena as linhas de pesquisa: *Literatura fantástica e produção de sentido*, *Narrativas verbo-visuais e intermidialidade* e *Narratividade, semiose e cognição*; e co-líder do grupo *Neuroeduc – Centro de Estudos em Neurociências e Educação* (OCC/UFRJ), no qual integra a coordenação da linha de pesquisa *Narratividade, Experiência Estética Intersemiótica e Cognição*, com foco no uso de narrativas no ensino e na divulgação científica. É pesquisador associado do “Núcleo de Novas Tecnologias e Mídias” – NNOTEM, do IBCCF/UFRJ. Pesquisador associado do *Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências – Ciências e Cognição*, da UFRJ (CeC-NuDCEN/IBCCF/UFRJ), onde desenvolve estudos sobre semiótica cognitiva. Atua, ainda, na Divisão de Ensino e Pesquisa, da Escola de Administração Judiciária (DIEPE/ESAJ), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Tem experiência nas áreas de: teoria literária e da narrativa, estética, semiótica, divulgação científica, e cultura pop. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1047823602449101

Entrevista com Alfred Sholl Franco para o portal ComCiência

Entrevista com Alfred Sholl Franco para o portal ComCiência, em 09 de março de 2019, na qual são abordados os temas: comunicação científica, neurociências, educação e envelhecimento saudável. A entrevista intitulada “Alfred Sholl: ‘Pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízo’“, foi realizada por Luanne Caires. A seguir trechos da entrevista:

O termo neurociências abrange diferentes ciências, com amplas abordagens. O que caracteriza a base comum de todas elas?

No caso das neurociências, a base comum é o foco no sistema nervoso, e há uma busca das diferentes áreas para demarcarem suas prioridades. Isso não quer dizer que uma área é mais importante do que a outra, mas as visões são sempre direcionadas, dependem do histórico e da formação de quem organiza o grupo de pesquisa. (…) Neurociência é um termo abrangente e sujeito a muitos questionamentos. Uma boa maneira de perceber isso é quando uma pessoa se diz neurocientista. É difícil saber exatamente com o que ela trabalha. Eu, por exemplo, coordeno o Núcleo de Estudos em Neurociências e Educação (Neuroeduc). Nele há profissionais e estudantes de fonoaudiologia, educação física, matemática, psicologia, biomedicina. A premissa é um trabalho multidisciplinar e transdisciplinar, que também caracteriza vários outros grupos da área no Brasil, como o Neuroeduca, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o Instituto do Cérebro, no Rio Grande do Norte.”

O termo neuro ganhou muito glamour nos últimos anos e praticamente qualquer conteúdo associado às neurociências chama a atenção. Não é difícil entender o fascínio pelo nosso cérebro, mas a “glamourização” das neurociências tem riscos. Como lidar com isso?

As pessoas colocam o prefixo neuro(-) em tudo. (…) O maior remédio para essa glamourização é a informação. As pessoas precisam saber onde conseguir informações corretas e confiáveis. Não adianta ler o blog de qualquer um. Vá ao site de universidades, fontes oficiais, institucionais. E, se for um pesquisador, procure o currículo. A plataforma Lattes, por exemplo, é uma fonte confiável de currículos.

(…)

Divulgar é importante porque pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízos, menos erros de interpretação e, portanto, serão avaliadoras melhores das necessidades da sociedade e ajudarão a tecer políticas públicas. É isso que tentamos fazer com o núcleo Ciências e Cognição, na UFRJ: investir em novos ramos para promover conscientização pública. De modo geral, as neurociências têm caminhado bastante em promover divulgação científica. Uma boa iniciativa aqui no Brasil é a Semana do Cérebro. Começamos há dez anos e há oito ela é nacional, ajudando a estimular mais ainda o processo de alfabetização científica da população.

Parte da conscientização sobre as neurociências passa pela educação. Do mesmo modo, o conhecimento científico pode contribuir muito para as práticas escolares. Quais são os principais desafios em aproximar os avanços no conhecimento e a prática em sala de aula?

Quando ensinamos a criança a discutir, a refletir sobre concepções, estamos investindo não em curto prazo, mas em longo prazo. Por isso estamos criando a RedENeuro no Rio de Janeiro. Essa é uma rede de estudos em neurociências que fomentará o desenvolvimento de pequenos projetos de pesquisa nas escolas. A ideia é formar pequenos cientistas que tenham visões distintas sobre as neurociências, em parceria com professores de física, química, biologia, português, matemática. Vamos tentar fazer a primeira mostra do projeto durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro.

Ciências e Cognição recebe escolas para atividades na IX Semana do Cérebro do Rio de Janeiro em 2018. Imagem: Ciências e Cognição.

Outro ponto importante é promover a formação inicial e continuada dos profissionais da educação. São poucas as universidades que ofertam cursos de neurociências para pedagogos e licenciandos, por exemplo – e essa é uma mudança que não ocorre de um momento para o outro e não basta simplesmente mudar o currículo. Uma formação adequada sobre o desenvolvimento é especialmente importante na pré-escola e no ensino infantil, quando a criança está em um período crítico de desenvolvimento cerebral e estabelecimento de circuitos neurais. (…).

Também temos que pensar em por que o conhecimento tem que ser produzido no centro de pesquisa e depois ir para a escola? Por que não podemos capacitar professores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais a trabalharem em conjunto com os pesquisadores? Atualmente, os dois mundos (da escola e da ciência) não se veem como pares. A escola acha que os pesquisadores não a escutam e não querem saber do que ela precisa, e os pesquisadores estão preocupados com a captação de verba. Como pesquisador, ao escrever um projeto, uma preocupação é como contemplar o edital. Faltam editais que promovam ou incentivem a integração com as escolas, o que tira, muitas das vezes, a realidade da escola de vista. Outro problema é que as escolas resistem à presença do pesquisador porque ele coleta os dados e nunca volta. Não há um retorno dos resultados da pesquisa para a escola. Assim, para tentar resolver essa falta de diálogo, essa falta de apoio, estamos desenvolvendo a RedENeuro.

Hoje passamos muito tempo trabalhando e interagindo socialmente por meio de telas e redes sociais. Como essa nova dinâmica de ferramentas e relações interpessoais afeta o funcionamento cerebral?

A imersão nesse mundo tecnológico e de redes sociais pode comprometer a capacidade de atenção e dedicação do sistema nervoso. Entretanto, essas mudanças não são ruins nem boas, elas são a realidade atual. Então temos que aprender a lidar melhor com elas. No caso das crianças e jovens que ainda estão em desenvolvimento, por exemplo, não adianta privar. Temos que supervisionar e direcionar o uso, como já aconteceu com o carro e com a televisão. Avaliar o quanto a ferramenta é útil e o quanto é prejudicial para o indivíduo. (…) As ferramentas tecnológicas cativam: um aluno hoje assiste a dez pequenos vídeos de três minutos sobre um assunto se você direcionar o que ele deve assistir, mas ele não consegue ler o livro por meia hora. Hoje em dia eu uso aplicativos para ensinar conteúdos de neurociências nas minhas aulas na UFRJ, assim como produzimos materiais em diferentes mídias, disponíveis no nosso site e canal do YouTube.

Que hábitos podemos ter para envelhecer com uma melhor saúde do sistema nervoso?

(…) Nosso sistema nervoso se transforma a partir de cada informação que chega desde que estamos dentro da barriga da mãe. Eu diria que uma boa alimentação, exercício físico e estimulação contínua forma uma boa receita. Não podemos pensar que estamos velhos demais para fazer alguma coisa. Em qualquer momento da vida você pode aprender uma segunda, terceira, quarta e décima língua, aprender a dançar, sair para apreciar o mundo, fazer meditação. É preciso lembrar que o envelhecer é resultado do conjunto de fatores da nossa vida inteira, que começamos a envelhecer desde que somos gerados.

Existem muitas compreensões equivocadas sobre conceitos das neurociências. Quais são os principais equívocos que ainda persistem no imaginário social?

Um equívoco que ainda persiste muito nas escolas, por exemplo, é que a gente não usa o sistema nervoso todo. Muitos alunos e professores acham que só usamos uma porcentagem (o mito dos 10%). Outro mito é o de que o uso de drogas não afeta o sistema nervoso, porque sempre tem aquele exemplo do amigo que usou e não aconteceu nada. (…) Nosso sistema nervoso trabalha com uma margem de reserva, temos certa plasticidade, mas com a idade pagamos o preço. E há o mito da ginástica cerebral, de que a prática de exercícios no celular ou no computador deixa a pessoa mais inteligente. Ficar encaixando um desenho dentro do outro ou decorando o caminho traçado entre pontos é um bom exercício mental? Sim. Mas isso agiliza o raciocínio, a memória operacional, a atenção, o que é diferente de deixar a pessoa inteligente, melhorar o desempenho no processamento de informações de matemática, linguística, história, geografia. (…)

(…)

Estamos na década da mente. O objetivo é entender melhor como os processos mentais se integram, sejam eles genéticos, comportamentais, sociais, educacionais. Por isso, uma área de grandes descobertas será aquela relacionada à compreensão de como os processos mentais estão conectados. A terapia gênica também é outra área com potencial para grandes revoluções, porque pode diminuir a progressão ou mesmo evitar a instalação de doenças relacionadas ao sistema nervoso.

Leia a entrevista completa no link:
http://www.comciencia.br/alfred-sholl



Reunião do grupo de pesquisa NEUROEDUC – dia 08/04/19

Informamos que a próxima reunião do grupo de pesquisa NEUROEDUC será realizada no dia 08/04/2019 (segunda-feira), às 10:00, na sala G-015, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), localizado no Centro de Ciências da Saúdes (CCS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. O tema da reunião será a implementação do projeto do projeto RedENeuro.

Seja voluntário em ações do Museu Itinerante de Neurociências (MIN)

Estão abertas as inscrições para voluntários que atuarão no Dia do Cérebro, no CIEP 089 – Graciliano Ramos, que ocorrerá no dia 26/04/2019. Toda a equipe partirá em veículo fornecido pelo MIN, tendo como ponto de encontro e partida a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão (maiores detalhes sobre horário e localização exata serão fornecidas aos inscritos). De lá, a equipe será levada aoCIEP 089 – Graciliano Ramos, em Duque de caxias (RJ), para a realização da ação de popularização da ciência, retornando ao mesmo ponto da partida após a realização do evento.

Experimente essa oportunidade de contribuir para a melhoria do ensino público por meio de uma ação integrada de visita a uma escola, atuando ativamente em oficinas, montagem da ação, intermediando a construção do conhecimento e promovendo a popularização da ciência. Cada um de nós pode contribuir para a melhoria coletiva. A ação não tem qualquer vínculo político ou fim econômico, sendo todos os envolvidos voluntários.  Inscrições para tirar como voluntário pelo link:

https://doity.com.br/dia-do-cerebro-ciep089-graciliano-ramos

Exemplo de oficinas realizadas durante o Dia do Cérebro, promovido pelo Museu Itinerante de Neurociências (MIN)

Exemplo de oficinas realizadas durante o Dia do Cérebro, promovido pelo Museu Itinerante de Neurociências (MIN)

Palestra “Neurociências, Alfabetização e Educação Básica: Aspectos Relevantes para Pais e Educadores”

No dia 14/03/2019, ocorreu mais uma atividade relacionada com a X Semana do Cérebro, no Rio de Janeiro, com a palestra Neurociências, Alfabetização e Educação Básica: Aspectos Relevantes para Pais e Educadores“, proferida pela Profa. Giselle Mendes. O evento foi promovido pela Escola de Administração Judiciária (ESAJ), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). A palestra teve como público-alvo tanto serventuários da Justiça, quanto o público em geral, tendo inscrição esgotada.

A palestra contou com atividades práticas, ilustrando para o público participante os conceitos trabalhados.

Sobre o evento, visite o histórico no site: www.cienciasecognicao org/semana_do_cerebro



Palestra ‘Educação e Inclusão: contribuições das Neurociências para a Sociedade e a Escola’

No dia 12/03/2019, aconteceu, na Escola de Administração Judiciária (ESAJ), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a palestra Educação e Inclusão: contribuições das Neurociências para a Sociedade e a Escola, proferida pelo Prof. Dr. Alfred Sholl-Franco (UFRJ), em uma ação da X Semana do Cérebro, no Rio de Janeiro. A palestra é uma ação promovida conjuntamente pela ESAJ e por Ciências e Cognição.

Sobre o evento, visite o histórico no site: www.cienciasecognicao org/semana_do_cerebro

Linha de pesquisa em TDAH tem desdobramento com novo integrante

No dia 26/02/2019, a equipe de Ciências e Cognição teve a feliz notícia sobre a aprovação de João Vitor Gallo Esteves no processo seletivo de doutorado (MD/PhD) do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Biofísica, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ), onde desenvolverá a pesquisa “Prevalência de alterações visomotoras e efeitos de um programa de estimulação visomotor nas habilidades de leitura em escolares com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) da rede pública de ensino do município de São Fidélis-RJ“, sob a orientação do Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (IBCCF/UFRJ).

O projeto conta com o apoio da Organização Ciências e Cognição (OCC) e CENSUPEG, buscando contribuir para o aumento do conhecimento sobre TDAH e formas de melhorar as condições de vida de crianças com o transtorno.

João Vitor atuava em diversos projetos de Ciências e Cognição, em especial em atividades relacionadas com o Núcleo de Novas Tecnologias e Mídias (NNOTEM). Seu comprometimento e conhecimento vem ser reforçado por mais este passo, agora integrando a equipe de pesquisadores do Neuroeduc (Núcleo de Pesquisa em Neurociências e Educação).

X Semana do Cérebro, no Rio de Janeiro

PROGRAMAÇÃO

Participe da X Semana do Cérebro, no Rio de Janeiro, são diversos eventos relacionados com o Cérebro e o Sistema Nervoso, em abordagens multidisplinares. As atividades ocorrem em diversos locais e datas no Rio de Janeiro e Niterói, a partir da ação coordenada de diversas instituições.

Esta mobilização está vinculada à Semana Internacional do Cérebro (Brain Awareness Week), coordenada internacionalmente pela instituição Dana Foundation.

O tema escolhido para o ano de 2019 é “Neurociências e Educação“, o qual será abordado em variados aspectos: neurocientífico, jurídico, ético, dentre outros.

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Todas as atividades são gratuitas, mas algumas exigem inscrição antecipada. Confira o quadro da programação abaixo.


11/03/2019

13:00 às 18:00

– Neurocine: ‘Se enlouquecer não se apaixone’

  • Descrição: Exibição do filme ‘Se enlouquecer não se apaixone’, que aborda a temática do estressado pela adolescência, Craig Gilner, que decide se internar em uma clínica de saúde mental. Em seguida será realizado o debate sobre o filme com diferentes profissionais da saúde.
  • Profissionais Confirmados:
    Helena de Souza Pereira- Pesquisadora/UFF
    Maria de Fátima Erthal – Pesquisadora/UFRJ
    Ricardo Krause – Médico Psiquiatra
    Terezinha Resende – Psicóloga clínica e orientadora vocacional
  • Data e Horário: 11/03/2019, de 13:00 às 18:00
  • Local: Auditório Moacir Carvalho Gama, Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis, s/n – Bloco F – Térreo, São Domingos, Niterói – RJ – CEP: 24210-130.  
  • Inscrição: https://goo.gl/forms/IHet4zOEAzOCSVe82
  • Promoção e Organização:  NuPEDEN – Núcleo de Pesquisa, Ensino, Divulgação e Extensão em Neurociências da UFF.

12/03/2019

10:00 às 12:00

– Palestra: “Educação e Inclusão: Contribuições das Neurociências para a Sociedade e a Escola”

  • Palestrante:
    • Dr. Alfred Sholl-Franco – Professor associado da UFRJ e Neurocientista.
  • Data e Horário: 12/03/2019, de 10:00 às 12:00
  • Local: ESAJ – Escola de Administração Judiciária – Rua Dom Manuel, 29, sala 517, Rio de Janeiro – RJ.
  • Inscrição: (21) 3133-2103
  • Promoção e Organização:  Escola de Administração Judiciária – ESAJ, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e Organização Ciências e Cognição (OCC)

 14/03/2019

10:00 às 12:00

– Palestra: “Neurociências, Alfabetização e Educação Básica: Aspectos Relevantes Para Pais e Educadores”

  • Palestrante:
    • Msc. Giselle Mendes dos Santos – Pedagoga (UERJ), Mestre em Diversidade e Inclusão (UFF) e Pedagoga da Prefeitura Municipal de Niterói.
  • Data e Horário: 14/03/2019, de 10:00 às 12:00
  • Local: ESAJ – Escola de Administração Judiciária – Rua Dom Manuel, 29, sala 517, Rio de Janeiro – RJ.
  • Inscrição: (21) 3133-2103
  • Promoção e Organização:  Escola de Administração Judiciária – ESAJ / Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e Organização Ciências e Cognição (OCC)

 15/03/2019

Exposição interativa: Laboratório Aberto de Práticas”

  • Descrição: Exposições interativas  do Museu itinerante de Neurociências (MIN).
  • Data e Horário: 15/03/2019, de 09:00 às 17:00
  • Local: Centro de Ciências da Saúde (CCS), área anexa ao Auditório Quinhentão, subsolo do Bloco K, Campus da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ – Para ver o mapa: Clique aqui.
  • Inscrição: necessário apenas para grupos e vista de escolas
  • Promoção e Organização: Museu Itinerante de Neurociências (MIN); Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN/UFRJ); e Organização Ciências e Cognição (OCC).

Oficinas práticas: “Construindo o Saber”

  • Descrição:  Oficinas práticas de neurociências e parasitologia.
  • Data e Horário: 15/03/2019, de 09:00 às 17:00
  • Local: Centro de Ciências da Saúde (CCS), área anexa ao Auditório Quinhentão, subsolo do Bloco K, Campus da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ – Para ver o mapa: Clique aqui.
  • Inscrição: necessário apenas para grupos e vista de escolas
  • Promoção e Organização: Museu Itinerante de Neurociências (MIN); Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN/UFRJ); e Organização Ciências e Cognição (OCC).

– Oficinas práticas: “Clube de Arte + Ciência”

  • Descrição:
  • Data e Horário: 15/03/2019, de 09:00 às 17:00
  • Local: Centro de Ciências da Saúde (CCS), área anexa ao Auditório Quinhentão, subsolo do Bloco K, Campus da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ – Para ver o mapa: Clique aqui.
  • Inscrição: necessário apenas para grupos e vista de escolas
  • Promoção e Organização: Museu Itinerante de Neurociências (MIN); Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN/UFRJ); e Organização Ciências e Cognição (OCC).

– Visitação a laboratórios: “Visilab” – visitação a laboratórios de neurociências do Centro de Ciências da Saúde (CCS)

  • Descrição:
  • Data e Horário: 15/03/2019, de 09:00 às 17:00
  • Local: Centro de Ciências da Saúde (CCS), área anexa ao Auditório Quinhentão, subsolo do Bloco K, Campus da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ – Para ver o mapa: Clique aqui.
  • Inscrição: 
  • Promoção e Organização:
  • Museu Itinerante de Neurociências (MIN); Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN/UFRJ); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

16/03/2019

– Olimpíada Científica: “VI Olimpíada de Neurociências do Rio de Janeiro

  • Descrição:
  • Data e Horário: 16/03/2019, de 08:00 às 12:00
  • Local:
  • Promoção e Organização: Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói – RJ.
  • Mais informações: clique aqui.

Exposição científica: “Sábado do Cérebro”

  • Descrição: Exposições interativas “Laboratório Aberto de Práticas” e “Clube de Arte + Ciência“, do Museu itinerante de Neurociências (MIN); e oficinas do projeto “Construindo o Saber“.
  • Data e Horário: 16/03/2019, de 14:00 às 18:00
  • Local: Av. Heitor Beltrão, no 321 – Esquina de Rua Pareto, Praça Saens Pena – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ.
  • Inscrição: não é necessária inscrição prévia
  • Promoção e Organização: Museu Itinerante de Neurociências (MIN); Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN/UFRJ); Espaço Ciência Viva (ECV).

Todas as atividades são gratuitas. Algumas exigem inscrição.

Palestra: “Inteligência e Criatividade”

Palestra sobre “Inteligência e Criatividade” – Profa. Dra. Elisabete Castelon Konkiewitz (UFGD). Evento promovido por Ciências e Cognição.

Sobre a palestrante: Graduada em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em 1993 e doutora em Neurologia pela Technische Universität München (Alemanha) em 2002. Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria. Título de especialista em Neurologia pela Associação Médica Brasileira e Academia Brasileira de Neurologia. Desde 2008 professora associada da Faculdade de Ciências da Saúde (curso de Medicina) na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Foi docente na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e na Universidade de Marília (UNIMAR). Docente em cursos de pós-graduação nas áreas de Saúde e Educação. Tem experiência nas áreas de transtornos de aprendizado, neurocognição,aspectos neuropsiquiátricos na infecção pelo HIV.

Museu Itinerante de Neurociências visita o Colégio Cruzeiro no Rio de Janeiro

O Museu Itinerante de Neurociências (MIN) chegou à sua 38° edição, no dia 31 de agosto de 2018, visitando o Colégio Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Diversas oficinas e atividades foram realizadas com grande participação de alunos e professores.