Beijo: uma química muito saudável

 Como um beijo funciona?

A química de um beijo

Em um beijo apaixonado acontece a dilatação dos vasos sanguíneos para o cérebro receber mais oxigênio do que o normal. As bochechas ficam rosadas, o pulso acelera e nossa respiração fica descontrolada e intensa. As pupilas dilatam, o que, talvez, explicar o porque muitas pessoas fechem os olhos durante este momento.  

Homúnculo de Penfield: um modelo das áreas mais inervadas de nosso corpo

Ele age como uma “droga”, estimulando a liberação de neurotransmissores, que são substâncias químicas importantes utilizadas na comunicação entre células excitáveis. Para você ter ideia, um beijo ativa cinco dos doze principais nervos cranianos que passam por diversas partes do nosso rosto, alem de provocar mudanças como o conhecido “friozinho na barriga”, aquele acelerar incontrolável do coração e da respiração. Vale lembrar que os lábios estão localizados em uma região cheia de terminações nervosas e que as informações recebidas serão enviadas para o nosso cérebro. Aliás, foi por isso que, a partir de estudos, fizeram uma figura bem engraçada, chamada Homúnculo de Penfield,  mostrando quais são as partes do corpo mais sensíveis. Advinha como ficaram representdos os lábios e a língua?

Se existir uma boa “química” entre o casal, o beijo certo pode liberar uma grande mistura de hormônios (outro tipo de substância química) que espalham uma série de informações pelo nosso cérebro e pelo corpo todo.

Sinapse: uma área entre os neurônios

Beijar deixa o nosso corpo super ocupado e pode fazer nossos pensamentos confusos e mais ocupados a

inda tentando entender uma grande quantidade de informações, enquanto bilhões de pequenas conexões nervosas (sinapses, figura…) mandam sinais para ajudar a decidir o que irá acontecerem seguida. Osimpulsos nervosos causados pelo beijo aumentam a comunicação entre o cérebro e diversas partes do corpo: glândulas, coração, vísceras, língua, músculos faciais, lábios e pele. Esses impulsos resultam na liberação de neurotransmissores que influenciam o como nos sentimos e pensamos. Uma das mais importantes substâncias envolvidas no beijo é a dopamina, que nos dá a sensação de motivação e prazer, alem de sempre querer mais! Mas a dopamina é só uma das muitas substâncias envolvidas com o beijo.Será normal um beijo te deixar confuso ou fora do ar? Claro! O beijo certo pode mexer inteiramente com a química do nosso corpo, fazendo a gente se sentir naturalmente “altos”, só que sem nos causar mal e sem prejudicar a nossa saúde.Então, galera, em vez de ficar pensando em como deve ser experimentar uma droga, vamos pensar em como fazer pra beijar aquele gatinho ou gatinha da sua escola. Porque se você quer saber como é a sensação de ficar nas nuvens, nada melhor do que dar muuuuuuuito beijo! =D


 Por Tainá Assis

(Bolsista de Pré-Iniciação Científica, de Ciências e Cognição)

O que é sistema nervoso?

A ideia da inexistência de flexibilidade do sistema nervoso está sendo reformulada nos últimos tempos pelos grandes avanços no ramo da neurofisiologia.

Hoje, já se sabe que o sistema nervoso apresenta uma enorme plasticidade, isto significa que os neurônios e suas conexões (sinapses) podem se modificar de modo permanente – ou pelo menos prolongado -, em resposta às ações do ambiente externo. Além disso, um dos maiores mistérios que cercava o cérebro vem sendo abalado, pois já se verificou que existe multiplicação de neurônios em algumas regiões do cérebro após o nascimento.

Um caso curioso de plasticidade no sistema nervoso ocorre em pessoas que sofreram amputação de um determinado membro e, frequentemente, continuam sentindo a presença do membro que perderam isso se explica, dentre outros fatores, pelo fato de que as regiões corticais que anteriormente recebiam as informações daquele membro passam a ser utilizadas por outras áreas.

Conheça agora alguns mitos e verdades sobre o assunto:

  • Lesão cerebral é sempre permanente

Algum tempo atrás, imaginava-se que depois de um dano cerebral não haveria recuperação das vias nervosas impactadas. Hoje, já se sabe que uma pessoa pode se recuperar de um dano cerebral, dependendo do local e da severidade do mesmo. Esse fato pode ser explicado pela capacidade que o cérebro tem de desenvolver novas conexões, podendo até “re-encaminhar” funções afetadas para outras áreas saudáveis.

  • O uso de drogas destrói o sistema nervoso  

Com o uso de drogas, o cérebro pode diminuir de tamanho, pois as drogas atuam no sistema nervoso central. Na verdade, isso acontece porque os componentes das drogas migram para regiões do cérebro e atuam principalmente nas conexões existentes entre os neurônios, interferindo no modo como essas células enviam e recebem informações. Além disso, o aparente estado de euforia comum nos dependentes químicos, durante o uso, pode ser explicado pela atuação das drogas em áreas do cérebro responsáveis pela produção de sensações agradáveis.

 Por Tatiana Maia

‘NeuroTeen’ é um caderno virtual, do site Ciências e Cognição, que busca divulgar informações das neurociências para o público infanto-juvenil.

MAIA, Tatiana.  O que é sistema nervoso? Disponível em:<http://www.cienciasecognicao.org/portal/?p=3498>. Data de acesso: 07/11/2011.

 

Divulgação do Trabalho do Grupo de Jovens Talentos Pólo Nova Iguaçu

O Pólo de Nova Iguaçu de Ciências e Cognição  surgiu a partir de um projeto, com o apoio da FAPERJ, voltado para o desenvolvimento de cursos de formação continuada em neurociências que auxiliassem a promover a melhoria em escolas públicas, contribuindo para a arte de educar. O primeiro dessas ações de formação continuada foi o Curso de Formação Continuada em Neuroeducação.

Os participantes do pólo de Nova Iguaçu promovem atividades de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências do CeC-NuDCEN desde março de 2010, quando ocorreu a I Semana do Cérebro: uma neuraventura sensorial. Este evento atraiu a atenção de alguns alunos do Colégio Estadual Maria Justiniano Fernandes, motivando-os a participar, em 2011, das oficinas de Neurociências da II Semana do cerebro: desvendando a memória, dos cursos de férias voltados para o Ensino Médio, oferecidos pela IBqM/UFRJ e Instituto de Microbiologia da mesma Instituição.

Nosso pólo, em Nova Iguaçu, está no início. Suas atividades começaram em maio de 2011. Nele são discutidos temas relacionados às neurociências, bem como sua aplicação no dia a dia na escola. O pólo está sendo coordenado pelo professor Gustavo H.V.S. Alves (Prof. DOC I SEEDUC-RJ) com a participação dos bolsistas de Pré-ICs (Pré-Iniciação Científica) da  FAPERJ, Ariane Antônio dos Santos e Arthur Luiz da Silva , além de duas alunas não bolsistas, Ariana Antônio dos Santos e Miriã da Cunha Custódio.

Os Jovens Talentos do Pólo Nova Iguaçu também fazem várias pesquisas para apresentar e colocar em discussão em eventos, como congressos que tenham espaço para Pré-ICs, e desejam criar projetos que busquem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem nas escola, como nosso projeto. O grupo esta trabalhando, atualmente, com o tema linguagem, sendo desenvolvido no presente momento, tendo por objetivo de montar uma oficina para a III Semana do Cérebro que acontecerá em março de 2012.

As reuniões do Polo de Nova Iguaçu  acontecem todas às quintas-feiras, das 09:00 às 11:30.