A elegia da lembrança impossível: dor, memória e afeto em corredores de longa distância

Artigo publicado na revista científica Ciências & Cognição, 23(2).

Resumo: A memória é uma função psicológica plástica e dinâmica. Além disso, há uma estreita ligação entre eventos mnêmicos e estados afetivos. Esse trabalho objetivou estudar o efeito do tempo e dos afetos positivos e negativos na evocação de uma memória de dor ocasionada por uma corrida de longa distância e de confirmar a estrutura fatorial da Escala de Afetos Positivos e Negativos (PANAS). Em 2016, 138 corredores de 21,1 e 42,2 km foram avaliados com a Escala Numérica de Dor (NRS) e a PANAS em dois momentos: imediatamente após completarem a corrida e 6 meses depois. Não houve diferença entre o relato imediato após a corrida e a evocação da magnitude da dor (t(57) = ,136, p = ,446). Todos os participantes tiveram mais afetivos positivos do que negativos ao completar a corrida (t(135) = 32,19, p < ,001) e os afetos positivos contribuíram como preditores significativos e inversamente associados à recordação da dor  (b = -,118, p = ,02). A PANAS apresentou ajustes adequados na Análise Fatorial Confirmatória (?2(169) = 306; p < ,001; TLI = ,921; CFI = .929; RMSEA = ,081), mostrando-se apropriada para o uso em situações como essa. Os resultados oferecem mais evidências sobre a distorção que a memória apresenta e valida o PANAS para uso em situações similares à desta pesquisa.

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