“Neurociências, Arte e Criatividade” – Prof. Dr. Alfred Sholl Franco.

I Workshop Arte + Ciências e Inclusão – 19/11/2016, na UFRJ. Palestra: “Neurociências, Arte e Criatividade” – Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (UFRJ).

Sobre o palestrante: Biólogo (Faculdades Maria Thereza), Especialista em Neurobiologia (UFF), Mestre e Doutor em Ciências Biológicas (Modalidade Biofísica, URFJ). Atualmente é Professor Associado I (UFRJ, IBCCF, Programa de Neurobiologia), Coordenador da Extensão no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (CATE, IBCCF, UFRJ), do Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN) e do Núcleo de Novas Tecnologias e Mídias (NNOTEM) . Dedica-se à pesquisa básica em estudos sobre proliferação, diferenciação e morte celular no sistema nervoso e à pesquisa em Neuroeducação, nas áreas de corporeidade, aprendizado, narrativa, artes e inclusão. Tem experiência nas áreas de Neurociências, Divulgação Científica e Editoração Eletrônica, com ênfase nas sub-áreas de Neuroimunomodulação, Biologia Celular, Desenvolvimento, Aprendizagem, Regeneração no Sistema Nervoso e Educação/Divulgação Científica e Inclusão. Participa como Pesquisador Associado ao Laboratório de Neurogênese (IBCCF, UFRJ), onde desenvolve projetos de pesquisa nas áreas de desenvolvimento do sistema nervoso, neuroimunomodulação, neuroplasticidade, neurodegeneração e regeneração. Coordena o Centro de Estudos em Neurociências e Educação (NEUROEDUC), onde desenvolve atividades de editoração, pesquisa em neuroeducação, aprendizagem, corporeidade, narrativa, artes, inclusão e divulgação científica. É membro permanente das Pós-Graduações da UFRJ em Ciências Biológicas (Biofísica – conceito Capes 7) e MP-EGeD (conceito Capes 4) e da Pós-Graduação da UFF em Diversidade e Inclusão (CMPDI – Conceito Capes 4). Membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), da Society for Neuroscience (SfN), da International Mind, Brain and Education Society (IMBES) e da Rede Nacional de Ciência para a Educação (CpE). Fundador e Editor-Chefe da revista científica "Ciências e Cognição? (CAPES Qualis B1 em Psicologia e B2 em Educação e Ensino).

Neurociências e Direito se encontram em mesa-redonda no Museu da Justiça

Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (UFRJ), Profa. Dra. Fabiana Rodrigues Barletta (UFRJ), Dr. Antonio Pedro Melchior (advogado), e Dra. Isabel Teresa Pinto Coelho (TJRJ).

Em 15 de março  de 2016, o Museu da Justiça promoveu em parceria com Ciências e Cognição o debate “O Judiciário e a Questão da Saúde Mental”. A atividade reuniu especialistas das áreas de neurociências e Direito, como parte da programação da “VII Semana do Cérebro: uma mente sã num corpo são“, coordenado por Ciências e Cognição e diversos parceiros. Esta foi a primeira participação do Museu da Justiça entre as instituições parceiras.

A mesa-redonda contou com a participação do Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (neurocientista e professor do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), da Profa. Dra. Fabiana Rodrigues Barletta (Professora e pesquisadora da Faculdade Nacional de Direito, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ), do Dr. Antonio Pedro Melchior (advogado, membro do Fórum Permanente de Direito e Psicanálise, da EMERJ), da Dra. Isabel Teresa Pinto Coelho (magistrada, presidente do Fórum Permanente de Direito e Saúde, da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro – EMERJ) e mediação do Prof. Dr. Glaucio Aranha (Organização Ciências e Cognição – OCC; Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – TJRJ).IMG_20160315_155223655_HDR

Os debates trataram de questões atuais da fronteira entre o Judiciário e a Saúde Mental, tais como: desafios e conquistas após 15 anos da reforma psiquiátrica; a polêmica noção de normalidade mental nas demandas do judiciário; biopoder; o judiciário e os pareceres médicos e psicológicos.

Local:

Museu da Justiça – Rua D. Manoel 29, 3.º andar – Sala da Câmara Isolada, centro, Rio de Janeiro – RJ. (21) 3133-3766; 3133-3768 ou museudajustica@tjrj.jus.br

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Museu da Justiça promoveu em parceria com Ciências e Cognição o debate “O Judiciário e a Questão da Saúde Mental”

 

Game transmídia desperta interesse de jovens pelas neurociências

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Game transmídia desperta interesse de jovens pelas neurociências

LUÍS GUILHERME JULIÃO – ESPECIAL PARA O ESTADO

09 Dezembro 2015 | 16h 13

NeurAventura faz estudantes transitarem por diferentes mídias como redes sociais, vídeos e quadrinhos

Um jogo no estilo RPG vem despertando o interesse de jovens do ensino médio pelas neurociências. Por meio de vídeos, quadrinhos e entradas para redes sociais, o NeurAventura permite que os alunos participem ativamente da construção de narrativas, garantindo estímulo extra para as pesquisas sobre o tema. Atividade que já serviu de motivação para pelo menos uma escolha de futuro, a de Alan Santos Ferreira, hoje com 22 anos.

Quando teve contato com o game pela primeira vez, em 2011, ainda como aluno do Ciep João Saldanha, de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Alan não poderia imaginar a importância que ele teria em sua vida. Em maio deste ano, ele sofreu um AVC isquêmico, que deixou o lado direito de seu corpo paralisado. Não tardou para se lembrar do aprendizado que teve com o jogo e entender melhor o que se passava com ele.

“O game me fez pensar sobre os neurônios e todos os assuntos relacionados às neurociências”, conta o jovem. “Agora, só de ver meu corpo reaprendendo a fazer os movimentos, me interessei ainda mais, já que os neurônios que morreram tiveram que dar lugar a novos neurônios para que eu pudesse movimentar meu braço e minha perna novamente.”

Alan conta que o jogo não despertou o interesse apenas dele, mas de todos os colegas da escola. “Era algo incrível, você tinha que ver como os alunos ficavam quando viram o game pela primeira vez.” Quatro anos depois, após o AVC e tendo que passar por tratamentos para recuperar os movimentos, ele decidiu que vai fazer faculdade de fisioterapia.

Criado pelos professores Glaucio Aranha e Alfred Sholl, da Organização Ciências & Cognição, o NeurAventura pretende servir como ferramenta educacional e fazer os estudantes transitarem por diferentes linguagens. “A ideia não é criar um jogo com conteúdo pré-determinado a ser passado, mas desenvolver uma plataforma que contribua para o ensino das neurociências de forma complementar, estimulando os participantes a iniciar um processo voluntário de pesquisa de informações sobre o tema”, explica Aranha, acrescentando que o projeto está em permanente desenvolvimento. “Dá para tratar desde aspectos de neuroanatomia até discussões sobre bioética.”

Coordenador do curso de jogos digitais da Universidade Metodista de São Paulo e autor do livro Tecno-pedagogia: os Games na Formação dos Nativos Digitais, Leandro Key Yanaze diz que essas ferramentas  servem como motivação e meio de aprendizado. “Quem joga está mais apto a ter uma atuação interdisciplinar e a desenvolver outras competências que não estão previstas na grade curricular.”

Yanaze elogia o NeurAventura. “Nunca vi no Brasil um exemplo tão rico de utilização de múltiplas plataformas digitais”, afirma. De acordo com o professor, o 1º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais, encomendado pelo BNDES em 2014, apontou que 27% das empresas que atuam no setor desenvolvem jogos na linha Serious Game, que vão além do entretenimento, como os de exploração científica.

Fonte: Estadão – Disponível em: http://goo.gl/oHtyqS