Reflexões sobre o ensino online de biossegurança à luz da teoria da aprendizagem significativa

biossegurançaREFLEXÕES SOBRE O ENSINO ONLINE DE BIOSSEGURANÇA À LUZ DA TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

Monica Jandira dos Santos, Maria Eveline de Castro Pereira, Angela Cristina Verissimo Junqueira, Cintia de Moraes Borba, Claudia Jurberg

Resumo

Organizar eventos educacionais, com foco na aprendizagem, exige articulação entre planejamento, processo de ensino e avaliação. O presente manuscrito objetiva avaliar a estruturação pedagógica e os resultados no QBA/Online – curso de Biossegurança a distância, inserido no Moodle, oferecido aos ingressos do Instituto Oswaldo Cruz – à luz da Teoria da Aprendizagem Significativa (TAS), para identificar oportunidades de melhorias. Na pesquisa qualitativa, foram considerados os dados de 2760 participantes, de 2008 a 2014. A média de participação anual foi de 460, com predominância de alunos (40%). No planejamento, não foi utilizada uma fundamentação teórica-metodológica, mas considerados os aspectos contextuais do ensino e a natureza do conhecimento a ser ensinado. O conteúdo está em 12 textos. O maior índice de acertos nos testes foi de 18 questões, no único instrumento de avaliação da aprendizagem, com 20 perguntas, centradas nos temas dos textos. O curso foi bem avaliado pelos alunos. A flexibilidade do tempo/local está dentre os pontos positivos e a quantidade/tamanho dos textos, nos negativos. O diagnóstico ratificou a relevância de um curso online; necessidade de reorganização do material instrucional; e de oferta de estratégias de ensino para estimular o interesse dos alunos.

Palavras-chave: educação a distância; ensino de biossegurança; aprendizagem significativa.

Texto completo: PDF

[Publicado em: Ciências & Cognição 2016; Vol 21(1), pp. 100-111 © Ciências & Cognição – ISSN 1806-5821. Disponível em: http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1096/pdf_76]

Neuroeduc discutiu Aprendizagem Significativa

No dia 03/06, o tema “A Teoria da Aprendizagem Significativa: Contribuições para o Ensino e a Pesquisa sobre o Ensino” foi apresentado e discutido no grupo de estudos Neuroeduc (Núcleo de Estudos em Neurociências e Educação), de Ciências e Cognição. A apresentação foi conduzida pela Profa. Talita da Silva de Assis (integrante do grupo e do Geas – Fiocruz).

Neurociências Aplicadas a EducaçãoO ponto de partida foi a a compreensão dos conceitos básicos e propostas da Teoria da Aprendizagem Dignificativa (TAS) e suas possíveis contribuições para a prática e para a pesquisa na área de Educação e afins. Participaram da reunião os integrantes do Neuroeduc: Alfred Sholl, Glaucio Aranha, Talita da Silva de Assis, Mariza Sodré, Fabiana Villaça, bem como ouvintes externos. As reuniões do Neuroeduc são abertas para a participação de ouvintes e o calendário das reuniões é divulgado através da pagina do Neuroeduc.

Reunião do Neuroeduc – 03/07/2015 – Tema: A Teoria da Aprendizagem Significativa: Contribuições para o Ensino e a Pesquisa sobre o Ensino (Talita Assis)

03/07/2015: das 10:00 às 12:00h (sexta-feira) – G1-030

  •  Apresentador: Talita da Silva de Assis (Geas- Fiocruz, CeC-NuDCEN e SEEDUC)
  • Tema: A Teoria da Aprendizagem Significativa: Contribuições para o Ensino e a Pesquisa sobre o Ensino
  • Resumo: A Teoria da Aprendizagem Significativa proposta por David Ausubel, em 1963, é uma abordagem pedagógica com viés construtivista voltada para o ensino, o que a torna totalmente atual. Sua ênfase sobre a importância em conhecer o que o aluno sabe para então organizar o ensino em função disso, chama a atenção para cuidados que a principio podem parecer pouco importantes, mas cuja ausência tem contribuído para prejuízos no processo de ensino-aprendizado no cenário educacional brasileiro. Além disso, Ausubel mostra que aprender é uma co-responsabilidade de alunos e professores. O primeiro deve ter intenção de aprender significativamente, ou seja, fazer interações substantivas, não-literais e não-arbitrárias com o conhecimento a ser aprendido; e ao professor cabe dominar sua área de ensino, selecionando conceitos estruturantes, organizando materiais potencialmente significativos a partir dos conhecimentos prévios de seus alunos, compartilhando significados e buscando evidências de que está ocorrendo a aprendizagem significativa. Por se tratar de uma teoria de ensino, a Aprendizagem Significativa também se apresenta como um referencial interessante a ser adotado na formação de pesquisadores na área de ensino e análises relacionadas.

Reunião do NeuroEduc – Dia 03/07/2015 – Tema: A Teoria da Aprendizagem Significativa – Contribuições para o Ensino e a Pesquisa sobre o Ensino

A próxima reunião do Neuroeduc (Centro de Estudos em Neurociências e Educação) acontecerá no dia 03/07/2015, no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), Centro de Ciências da Saúde (CCS), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, das 10:00 às 12:00, na sala C1-002 (Tutoria), bloco C.

  • Tema: A Teoria da Aprendizagem Significativa: Contribuições para o Ensino e a Pesquisa sobre o Ensino
  • Resumo: A Teoria da Aprendizagem Significativa proposta por David Ausubel, em 1963, é uma abordagem pedagógica com viés construtivista voltada para o ensino, o que a torna totalmente atual. Sua ênfase sobre a importância em conhecer o que o aluno sabe para então organizar o ensino em função disso, chama a atenção para cuidados que a principio podem parecer pouco importantes, mas cuja ausência tem contribuído para prejuízos no processo de ensino-aprendizado no cenário educacional brasileiro. Além disso, Ausubel mostra que aprender é uma co-responsabilidade de alunos e professores. O primeiro deve ter intenção de aprender significativamente, ou seja, fazer interações substantivas, não-literais e não-arbitrárias com o conhecimento a ser aprendido; e ao professor cabe dominar sua área de ensino, selecionando conceitos estruturantes, organizando materiais potencialmente significativos a partir dos conhecimentos prévios de seus alunos, compartilhando significados e buscando evidências de que está ocorrendo a aprendizagem significativa. Por se tratar de uma teoria de ensino, a Aprendizagem Significativa também se apresenta como um referencial interessante a ser adotado na formação de pesquisadores na área de ensino e análises relacionadas.
  • Apresentação: Talita da Silva de Assis (Geas- Fiocruz, CeC-NuDCEN e SEEDUC)

A reunião visa apresentar e discutir temas relacionados com as pesquisas em andamento nos Grupos de Trabalho (GT), do Neuroeduc, sendo destinadas aos pesquisadores e associados de Ciências e Cognição, mas aberta para participação como ouvinte do público externo. Para o público externo, enviar e-mail com antecedência de no mínimo 24 horas, informando o desejo de participar para cecnudcen@cienciasecognicao.org, tendo em vista o número limitado de assentos. Não há emissão de certificados ou declarações de participação.

Reunião do Neuroeduc – 15/05/2015 – Tema: Mapas Conceituais e Aprendizagem Significativa (Mariza Sodré)

15/05/2015: das 10:00 às 12:00h (sexta-feira) – G1-009

  • Apresentador:Mariza Sodré
  • Tema: Mapas Conceituais e Aprendizagem Significativa
  • Local: Sala G1-030, Bloco G, Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), Centro de Ciências da Saúde, UFRJ.
  • Resumo: O mapa conceitual é uma estrutura esquemática útil para representar um conjunto de conceitos imersos numa rede de proposições. Para utilizá-lo como ferramenta no processo ensino-aprendizagem, deve-se considerar a aquisição do conhecimento como uma rede, na qual o aprendiz relaciona a informação que lhe é apresentada com seu conhecimento prévio sobre o tema, partindo das questões mais gerais para depois trabalhar as mais específicas, levando o autor a compreender as relações entre os conceitos enunciados e a buscar novas interações, resultando em uma aprendizagem significativa, de acordo com a teoria de David Ausubel. Além disso, existe uma grande proximidade entre a memória visual e a maneira como o mapa é apresentado, o que faz seu processamento requerer menos transformações cognitivas que o processamento de um texto, e desse modo não excede as limitações da memória de curto prazo.