[Entrevista] ‘Pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízo’

Entrevista com Alfred Sholl Franco para o portal ComCiência, em 09 de março de 2019, na qual são abordados os temas: comunicação científica, neurociências, educação e envelhecimento saudável. A entrevista intitulada “Alfred Sholl: ‘Pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízo’“, foi realizada por Luanne Caires. A seguir trechos da entrevista:

O termo neurociências abrange diferentes ciências, com amplas abordagens. O que caracteriza a base comum de todas elas?

No caso das neurociências, a base comum é o foco no sistema nervoso, e há uma busca das diferentes áreas para demarcarem suas prioridades. Isso não quer dizer que uma área é mais importante do que a outra, mas as visões são sempre direcionadas, dependem do histórico e da formação de quem organiza o grupo de pesquisa. (…) Neurociência é um termo abrangente e sujeito a muitos questionamentos. Uma boa maneira de perceber isso é quando uma pessoa se diz neurocientista. É difícil saber exatamente com o que ela trabalha. Eu, por exemplo, coordeno o Núcleo de Estudos em Neurociências e Educação (Neuroeduc). Nele há profissionais e estudantes de fonoaudiologia, educação física, matemática, psicologia, biomedicina. A premissa é um trabalho multidisciplinar e transdisciplinar, que também caracteriza vários outros grupos da área no Brasil, como o Neuroeduca, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o Instituto do Cérebro, no Rio Grande do Norte.”

O termo neuro ganhou muito glamour nos últimos anos e praticamente qualquer conteúdo associado às neurociências chama a atenção. Não é difícil entender o fascínio pelo nosso cérebro, mas a “glamourização” das neurociências tem riscos. Como lidar com isso?

As pessoas colocam o prefixo neuro(-) em tudo. (…) O maior remédio para essa glamourização é a informação. As pessoas precisam saber onde conseguir informações corretas e confiáveis. Não adianta ler o blog de qualquer um. Vá ao site de universidades, fontes oficiais, institucionais. E, se for um pesquisador, procure o currículo. A plataforma Lattes, por exemplo, é uma fonte confiável de currículos.

(…)

Divulgar é importante porque pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízos, menos erros de interpretação e, portanto, serão avaliadoras melhores das necessidades da sociedade e ajudarão a tecer políticas públicas. É isso que tentamos fazer com o núcleo Ciências e Cognição, na UFRJ: investir em novos ramos para promover conscientização pública. De modo geral, as neurociências têm caminhado bastante em promover divulgação científica. Uma boa iniciativa aqui no Brasil é a Semana do Cérebro. Começamos há dez anos e há oito ela é nacional, ajudando a estimular mais ainda o processo de alfabetização científica da população.

Parte da conscientização sobre as neurociências passa pela educação. Do mesmo modo, o conhecimento científico pode contribuir muito para as práticas escolares. Quais são os principais desafios em aproximar os avanços no conhecimento e a prática em sala de aula?

Quando ensinamos a criança a discutir, a refletir sobre concepções, estamos investindo não em curto prazo, mas em longo prazo. Por isso estamos criando a RedENeuro no Rio de Janeiro. Essa é uma rede de estudos em neurociências que fomentará o desenvolvimento de pequenos projetos de pesquisa nas escolas. A ideia é formar pequenos cientistas que tenham visões distintas sobre as neurociências, em parceria com professores de física, química, biologia, português, matemática. Vamos tentar fazer a primeira mostra do projeto durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro.

Ciências e Cognição recebe escolas para atividades na IX Semana do Cérebro do Rio de Janeiro em 2018. Imagem: Ciências e Cognição.

Outro ponto importante é promover a formação inicial e continuada dos profissionais da educação. São poucas as universidades que ofertam cursos de neurociências para pedagogos e licenciandos, por exemplo – e essa é uma mudança que não ocorre de um momento para o outro e não basta simplesmente mudar o currículo. Uma formação adequada sobre o desenvolvimento é especialmente importante na pré-escola e no ensino infantil, quando a criança está em um período crítico de desenvolvimento cerebral e estabelecimento de circuitos neurais. (…).

Também temos que pensar em por que o conhecimento tem que ser produzido no centro de pesquisa e depois ir para a escola? Por que não podemos capacitar professores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais a trabalharem em conjunto com os pesquisadores? Atualmente, os dois mundos (da escola e da ciência) não se veem como pares. A escola acha que os pesquisadores não a escutam e não querem saber do que ela precisa, e os pesquisadores estão preocupados com a captação de verba. Como pesquisador, ao escrever um projeto, uma preocupação é como contemplar o edital. Faltam editais que promovam ou incentivem a integração com as escolas, o que tira, muitas das vezes, a realidade da escola de vista. Outro problema é que as escolas resistem à presença do pesquisador porque ele coleta os dados e nunca volta. Não há um retorno dos resultados da pesquisa para a escola. Assim, para tentar resolver essa falta de diálogo, essa falta de apoio, estamos desenvolvendo a RedENeuro.

Hoje passamos muito tempo trabalhando e interagindo socialmente por meio de telas e redes sociais. Como essa nova dinâmica de ferramentas e relações interpessoais afeta o funcionamento cerebral?

A imersão nesse mundo tecnológico e de redes sociais pode comprometer a capacidade de atenção e dedicação do sistema nervoso. Entretanto, essas mudanças não são ruins nem boas, elas são a realidade atual. Então temos que aprender a lidar melhor com elas. No caso das crianças e jovens que ainda estão em desenvolvimento, por exemplo, não adianta privar. Temos que supervisionar e direcionar o uso, como já aconteceu com o carro e com a televisão. Avaliar o quanto a ferramenta é útil e o quanto é prejudicial para o indivíduo. (…) As ferramentas tecnológicas cativam: um aluno hoje assiste a dez pequenos vídeos de três minutos sobre um assunto se você direcionar o que ele deve assistir, mas ele não consegue ler o livro por meia hora. Hoje em dia eu uso aplicativos para ensinar conteúdos de neurociências nas minhas aulas na UFRJ, assim como produzimos materiais em diferentes mídias, disponíveis no nosso site e canal do YouTube.

Que hábitos podemos ter para envelhecer com uma melhor saúde do sistema nervoso?

(…) Nosso sistema nervoso se transforma a partir de cada informação que chega desde que estamos dentro da barriga da mãe. Eu diria que uma boa alimentação, exercício físico e estimulação contínua forma uma boa receita. Não podemos pensar que estamos velhos demais para fazer alguma coisa. Em qualquer momento da vida você pode aprender uma segunda, terceira, quarta e décima língua, aprender a dançar, sair para apreciar o mundo, fazer meditação. É preciso lembrar que o envelhecer é resultado do conjunto de fatores da nossa vida inteira, que começamos a envelhecer desde que somos gerados.

Existem muitas compreensões equivocadas sobre conceitos das neurociências. Quais são os principais equívocos que ainda persistem no imaginário social?

Um equívoco que ainda persiste muito nas escolas, por exemplo, é que a gente não usa o sistema nervoso todo. Muitos alunos e professores acham que só usamos uma porcentagem (o mito dos 10%). Outro mito é o de que o uso de drogas não afeta o sistema nervoso, porque sempre tem aquele exemplo do amigo que usou e não aconteceu nada. (…) Nosso sistema nervoso trabalha com uma margem de reserva, temos certa plasticidade, mas com a idade pagamos o preço. E há o mito da ginástica cerebral, de que a prática de exercícios no celular ou no computador deixa a pessoa mais inteligente. Ficar encaixando um desenho dentro do outro ou decorando o caminho traçado entre pontos é um bom exercício mental? Sim. Mas isso agiliza o raciocínio, a memória operacional, a atenção, o que é diferente de deixar a pessoa inteligente, melhorar o desempenho no processamento de informações de matemática, linguística, história, geografia. (…)

(…)

Estamos na década da mente. O objetivo é entender melhor como os processos mentais se integram, sejam eles genéticos, comportamentais, sociais, educacionais. Por isso, uma área de grandes descobertas será aquela relacionada à compreensão de como os processos mentais estão conectados. A terapia gênica também é outra área com potencial para grandes revoluções, porque pode diminuir a progressão ou mesmo evitar a instalação de doenças relacionadas ao sistema nervoso.

Leia a entrevista completa no link:
http://www.comciencia.br/alfred-sholl

Reunião do grupo de pesquisa NEUROEDUC – dia 08/04/19

Informamos que a próxima reunião do grupo de pesquisa NEUROEDUC será realizada no dia 08/04/2019 (segunda-feira), às 10:00, na sala G-015, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), localizado no Centro de Ciências da Saúdes (CCS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. O tema da reunião será a implementação do projeto do projeto RedENeuro.

Seja voluntário em ações do Museu Itinerante de Neurociências (MIN)

Estão abertas as inscrições para voluntários que atuarão no Dia do Cérebro, no CIEP 089 – Graciliano Ramos, que ocorrerá no dia 26/04/2019. Toda a equipe partirá em veículo fornecido pelo MIN, tendo como ponto de encontro e partida a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão (maiores detalhes sobre horário e localização exata serão fornecidas aos inscritos). De lá, a equipe será levada aoCIEP 089 – Graciliano Ramos, em Duque de caxias (RJ), para a realização da ação de popularização da ciência, retornando ao mesmo ponto da partida após a realização do evento.

Experimente essa oportunidade de contribuir para a melhoria do ensino público por meio de uma ação integrada de visita a uma escola, atuando ativamente em oficinas, montagem da ação, intermediando a construção do conhecimento e promovendo a popularização da ciência. Cada um de nós pode contribuir para a melhoria coletiva. A ação não tem qualquer vínculo político ou fim econômico, sendo todos os envolvidos voluntários.  Inscrições para tirar como voluntário pelo link:

https://doity.com.br/dia-do-cerebro-ciep089-graciliano-ramos

Exemplo de oficinas realizadas durante o Dia do Cérebro, promovido pelo Museu Itinerante de Neurociências (MIN)

Exemplo de oficinas realizadas durante o Dia do Cérebro, promovido pelo Museu Itinerante de Neurociências (MIN)

Museu Itinerante de Neurociências visita o Colégio Cruzeiro no Rio de Janeiro

O Museu Itinerante de Neurociências (MIN) chegou à sua 38° edição, no dia 31 de agosto de 2018, visitando o Colégio Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Diversas oficinas e atividades foram realizadas com grande participação de alunos e professores.

“O Morro dos Ventos Uivantes”, a Metafísica do Amor e a Neurobiologia Evolutiva

Esta palestra propõe um diálogo entre a literatura, a metafísica do amor e a neurobiologia do amor. O objetivo é estabelecer uma relação entre diferentes campos, contribuindo para a construção da matriz de pensamento contemporânea sobre o encontro das neurociências com o sentimento amoroso. Parte da obra de Emily Bronte, passando por Schopenhauer e Darwin. Este vídeo foi gravado durante as atividades práticas do “I Semana Arte+Ciência”, que ocorreu em 19/11/2016, no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), na UFRJ. Palestra sobre Redes Sociais na Divulgação Científica como Campo de Pesquisa – Prof. Dr. Glaucio Aranha (OCC / ESAJ-RJRJ). Evento promovido por Ciências e Cognição.

Sobre a palestrante:

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em 1993 e doutora em Neurologia pela Technische Universität München (Alemanha) em 2002. Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria. Título de especialista em Neurologia pela Associação Médica Brasileira e Academia Brasileira de Neurologia. Desde 2008 professora associada da Faculdade de Ciências da Saúde (curso de Medicina) na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Foi docente na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e na Universidade de Marília (UNIMAR). Docente em cursos de pós-graduação nas áreas de Saúde e Educação. Tem experiência nas áreas de transtornos de aprendizado, neurocognição, aspectos neuropsiquiátricos na infecção pelo HIV.

A atividade foi promovida por “Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação e Ensino de Neurociências” (CeC-NuDCEN), do IBCCF/UFRJ.

O vídeo é um recorte do evento e possui direitos reservados.

Calendário das Atividades e Competições Locais – 2018

As atividades promovidas (Cursos) pelos comites locais e pelo comite nacional e a corrida por vagas na Olimpíada Brasileira de Neurociências já vai começar! Segue a listagem das atividades e  das Competições Locais que estão habilitdos a se inscreverem na Competição Nacional. Esperamos a participação de vocês!!

Prestem atenção nas datas de inscrição para os Cursos e atividades, para não perderem a chance de competirem!

Comitê Nacional

IX Curso de Férias em Neurociências/VII Curso de Verão em Neurociências. Aberto para alunos e professores do ensino médio de todo o Brasil. Realização na cidade do Rio de Janeiro em 27 de janeiro de 2018. Data e Local: 27/01/18 das 8:00 as 18:00h no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho,  Av. Carlos Chagas Filho 373, Bloco G, Sala G1-022 – Campus Fundão, Cidade Universitária UFRJ – CEP 21.941-902, Rio de Janeiro, RJ. Realização: UFRJ/UFF – O edital  e as inscrições estão disponíveis através do sitiohttps://doity.com.br/vii-curso-de-verao-em-neurociencias-do-rio-de-janeiro (100 vagas: 50 para estudantes do ensino médio e 50 para o professores de Ciências do Ensino Básico).

Lives sobre Neurociências na pagina do Facebook da OBN: https://www.facebook.com/brazilianbrainbee. Datas:

14/09/2017 – Neurotransmissores.

05/10/2017 – Sinapses.e Toxicidade Sináptica.

19/10/2017 – Sistema Somestésico.

10/11/2017 – Sistemas Motores.

13/12/2017 – Dor.

11/01/2018 – Exames Neurológicos.

25/01/2018 – Técnicas de Diagnóstico por Imagem.

22/02/2018 – Doença de Parkinson

08/03/2018 – Addição e Dependência.

22/03/2018 – Doença de Alzheimer

05/04/2018 – Sono e Distúrbios

19/04/2018 – Tema a ser definido por votação online.

03/05/2018 – Conversa sobre a dinâmica da OBN.

 

Comitê de São Paulo

IV Curso de Neurociências de São Paulo (Brain Bee SP). Evento sem fins lucrativos e destinado a qualquer estudante do ensino básico, entre 14 e 19 anos. No curso gratuito de Neurociências, que será realizado de 26 a 27 de Janeiro de 2018, serão oferecidas palestras em diversas áreas de atuação da neurociência, especialmente no âmbito da saúde. O curso é oferecido aos alunos e professores da rede publica e privada do ensino básico, e visa prepará-los para a IV Olimpíada de Neurociências de São Paulo. Inscrições pelo sitio www.einstein.br/brainbee.

III Olimpíada de Neurociências de São Paulo – Data de Realização: 17/03/2018. Local de Realização: Auditório Kleinberger do Hospital Israelita Albert Einstein (Bloco D, 3º andar), Av. Albert Einstein, 627, Morumbi, São Paulo – SP, CEP 05652-900.

Mais Informações: www.einstein.br/brainbee.

Comitê do Rio de Janeiro

VI Olimpíada de Neurociências do Rio de Janeiro. Data de Realização da Prova: 17/03/2018.

Mais Informações: www.cienciasecognicao.org/riobrainbee.

Inscrições a partir de Janeiro de 2018!!

 

Comitê de Dourados

II Olimpíada de Neurociências de Grande Dourados. Data de Realização: 17/03/2018. Local de Realização:Universidade Federal da Grande Dourados – Unidade I – Rua João Rosa Góes, Vila Progresso, Dourados – Mato Grosso do Sul. Mais Informações: https://www.facebook.com/olimpiadaneurocienciasgd/

http://olimpiadadeneurociencias2018.webnode.com/

Comitê de São Fidélis

III Olimpíada de Neurociências da Cidade de São Fidélis Data de Realização: a ser confirmada. Local de Realização: Faculdade São Fidélis – Grupo CENSUPEG, São Fidélis, Rio de Janeiro. Mais Informações: CLIQUE AQUI

Comitê de Brasília

III Curso de Férias. Período de realização: entre o dia 22 e 27 de janeiro. Inscriçoes no site do Comitê de Brasília: https://doity.com.br/ii-curso-de-verao-em-neurociencias.

III Olimpíada Brasiliense de Neurociências. Data de Realização:  dia 3 de fevereiro. Local de Realização: Auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde, Asa Norte, Brasília, Distrito Federal. Mais Informações: CLIQUE AQUI

Comitê de Ribeirão Preto (SP)

III Olimpíada Paulista de Neurociências. Data de Realização: 17/03/2017. Informações através do sitio: https://sites.google.com/site/olimpiadapaulistabrainbee/home.

O Curso preparatório para a Olimpíada Paulista Brain Bee em Ribeirão Preto sera entre os dias 05 e 09 de marco e as inscrições estarão disponíveis a partir de Janeirod e 2018!

Comitê de Baurú-Botucatú (SP)

I Olimpíada de Neurociências de Bauru-Botucatu. Data de Realização: a ser confirmada.

Comitê do Amazonas (AM)

I Olimpíada Gaucha de Neurociências. Data de Realização: a ser confirmada.

Comitê de Porto Alegre (RS)

I Olimpíada Amazonense de Neurociências. Data de Realização: a ser confirmada.

Comitê de Belém (PA)

 I Olimpíada Paraense de Neurociências. Data de Realização: dia 17/03/2018.
Será promovido um Curso de Neurociências entre os dias 19/02 e 02/03 com os inscritos do Ensino Médio. Informações pelo e-mail: lanec.ufpa@gmail.com.

XII Curso de Formação Continuada em neuroeducação (XII CFCN)

De 22 a 26/01/18, manhã e tarde (08:00 às 18:00), Rio de Janeiro (Ilha do Fundão/UFRJ) – Inscrições abertashttps://doity.com.br/xii-curso-de-formao-continuada-em-neur… (vagas disponíveis para profissionais atuantes na área de educação associados de Ciências e Cognição).

REALIZAÇÃO: Organização Ciências e Cognição (OCC) em parceria com Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências / Universidade Federal do Rio de Janeiro (CeC-NuDCEN/UFRJ).

CARGA HORÁRIA DO CURSO: 45 horas presenciais. OBJETIVOS: Este curso tem por objetivo a formação continuada e complementação acadêmica dos participantes, na área de neuroeducação, contribuindo para a difusão do conhecimento desenvolvido no meio acadêmico-científico, preferencialmente, entre os profissionais da educação básica e de áreas relacionadas (agentes mediadores do processo ensino-aprendizagem). Visa, ainda, a promoção de uma maior comunicação entre os profissionais do ensino básico com pesquisadores.

PÚBLICO ALVO E NÚMERO DE VAGAS:

• 30 VAGAS para professores atuantes na rede pública e/ou privada de ensino básico (infantil, fundamental ou médio), a serem preenchidas pela ordem de inscrição, após confirmação de TODOS os documentos exigidos no presente edital.

• 30 VAGAS para profissionais da educação, graduados, que atuem nos processos de ensino-aprendizagem e que sejam associados em dia da Organização Ciências e Cognição – OCC (estes profissionais devem comprovar vinculo de associação – número de matrícula – com a ONG no ato da inscrição). Por profissionais com atuação no processo de ensino-aprendizagem, entende-se também os profissionais autônomos que atuem direta ou indiretamente com a área de educação (por exemplo, pedagogos, psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, dentre outros) em todo o Brasil.  Informações sobre a Organização Ciências e Cognição, CLIQUE AQUI. Caso queira fazer sua associação junto a ONG Organização Ciências e Cognição, você poderá optar pelo pagaemnto da anuidade (R$ 250,00 – duzentos e cinquenta reais) no ato da inscrição no curso. O representante da OCC irá encaminhar para o seu e-mail de contato o número de matricula e benefícios decorrentes da associação. Mais informações sobre a OCC, acesse o portal  www.cienciasecognicao.org/portal.

OBSERVAÇÕES: 1 – Inscrições incompletas serão invalidadas e o inscrito perderá sua vaga caso outros candidatos se inscrevam até que ele realize nova tentativa. Desta forma, recomendamos fortemente que os candidatos confiram todos os arquivos a serem anexados antes de submeterem suas inscrições, pois não haverá reserva de vagas. 2 – Não serão aceitas inscrições de graduandos, uma vez que este curso é de formação continuada e destinado a interessados que já tenham curso superior e atuem na área de educação.

INSCRIÇÕES: • As inscrições serão realizadas através do site Doity, no qual o formulário de inscrição deverá ser preenchido e TODOS os documentos (listados neste edital) anexados. A falta de algum documento implicará no cancelamento da inscrição e perda da vaga, não sendo possível anexar posteriormente. Não haverá reserva de vaga para as inscrições com erros e com documento faltando. • Período de inscrição: de 23/10/2017 a 20/01/2017, enquanto houverem vagas disponíveis. • Documentos digitalizados (formato jpg ou pdf, com boa resolução) a serem anexados no ato da inscrição (OBRIGATÓRIOS):  Cópia da comprovação de vínculo com a Educação Básica (declaração da escola/instituição de ensino ou educação, ou cópia do último contra cheque ou ato de investidura), quando se aplicar. No caso de profissional liberal que atue no contexto educacional é necessário registro no conselho da classe ou declaração da instituição de vinculo. Serão aceitas declarações para profissionais autônomos, em casos excepcionais). o Cópia do documento de identidade (RG). o Cópia do CPF. o Cópia do comprovante de escolaridade (diploma, certificado ou declaração de conclusão do curso de graduação).

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

• Caminhos da Neuroeducação. O que é neuroeducação e como as neurociências podem contribuir para a educação? Quais possíveis áreas de atuação dentro da neuroeducação? Como a neuroeducação pode contribuir no cotidiano escolar? Mitos, verdades e oportunismos.

• Desenvolvimento do Sistema Nervoso e Períodos Críticos. Desenvolvimento das principais estruturas do sistema nervoso (caracterização anatomo-funcional). Relação entre fases do desenvolvimento neural com as fases de desenvolvimento propostas por teóricos da educação, assim como a reflexão da justificativa de organização do conteúdo escolar. Existem períodos críticos e janelas de oportunidades? Formação e modelagem de esquemas cognitivos e sua relação com desenvolvimento e idade do aprendiz.

• Corporeidade: Sensações e Movimento. Importância dos órgãos sensoriais como detectores de informação ambiental. Percepção, planejamento e execução das respostas. Diferentes tipos de percepções, imaginação, criatividade e interpretação dentro do contexto escolar e como estes fenômenos interferem no processo ensino-aprendizagem. Integração sensório-motora e o processamento de informações pelo sistema nervoso. Os movimentos e a exteriorização de comportamentos.

• Aprendizagem, Atenção e Memória. Relação entre os processos de aprendizagem, atenção e memória. Aprender “o que”, “como” e “para que”? Atenção, motivação e a aprendizagem. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e a atenção sustentada. Principais processos de formação de memória dentro do contexto escolar. Importância do esquecer para aprender. Métodos de memorização e aprendizagem mecânica. Aprendizagem de modo significativo.

• Cognição: Inteligências, Raciocínio e Linguagem. Raciocínio, habilidades e inteligências. Conheci-mento e cognição. Linguagem: aquisição e uso. Características da linguagem, narrativa e cognição. • Distúrbios de Aprendizagem. Identificação e características morfofuncionais dos principais distúrbios encontrados no ambiente escolar: dislexia, TDAH, etc.

• Sono, Ritmos Biológicos e Aproveitamento Escolar. Ritmos biológicos e o funcionamento do organismo. Características do sono e sua importância para o rendimento físico e mental. Rendimento cognitivo/físico e os ritmos escolares. Tipos e características dos dormidores. Organização dos turnos escolares e os ritmos biológicos.

• Aulas Práticas Demonstrativas. Relatos de experiências e atividades desenvolvidas em sala da aula no ensino básico.

CERTIFICADOS: Serão emitidos certificados digitais (pdf) pela Organização Ciências e Cognição, condicionados ao cumprimento de frequência igual ou superior a 80% da carga horária presencial.

DOCENTES:

• Prof. Alfred Sholl-Franco (CeC-NuDCEN/IBCCF/UFRJ; OCC).

•Profa. Anna Carolina Miguel de Almeida Rocha (OCC; CeC-NuDCEN/UFRJ; Grupo DESPERTA).

• Profa. Camila Marra de Almeida (Colégio Pedro II – Engenho Novo II; OCC)

• Prof. Fabrício Bruno Cardoso (FASFI; OCC; CeC-NuDCEN/IBCCF/UFRJ).

• Prof. Gláucio Aranha (OCC).

ORGANIZAÇÃO GERAL: • Prof. Dr. Alfred Sholl-Franco, UFRJ e OCC. • Profa. Talita da Silva de Assis, SEEDUC e OCC. • Dr. Gláucio Aranha, OCC. CONTATOS: • Tel.: +55-21-2721-0101 / +55-21-987430444. • E-mail: cfcn@cienciasecognicao.org • Webpage: http://www.cienciasecognicao.org/portal • Endereço: Av. Carlos Chagas Filho, 373, Sl. G0-015, Bl. G, IBCCF, Centro de Ciências da Saúde (CCS), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, CEP 21.941-902, RJ,.

Divulgação e Popularização em Neurociências: 8 anos da Semana do Cérebro no Rio de Janeiro

Foi defendida na UFRJ, nesta segunda-feira (22/05/17), o trabalho de conclusão de curso intitulado “Divulgação e Popularização em Neurociências: oito anos de atividades da Semana do Cérebro no Rio de Janeiro“, por Marina Chichierco, sob a orientação do Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (IBCCF/UFRJ).

O trabalho trata da divulgação científica, entendendo-a como uma atividade que tem como função principal difundir conhecimentos científicos a partir de um diálogo acessível para a sociedade. Neste sentido, foi desenvolvida uma pesquisa, tendo como objeto as atividades desenvolvidas, por Ciências e Cognição e parceiros para a Semana do Cérebro do Rio de Janeiro, vinculada internacionalmente à Semana de Conscientização do Cérebro (Brain Awareness Week), visando promover a conscientização e a popularização das neurociências para toda a sociedade.

O objetivo da pesquisa foi relatar e analisar o processo de organização e os dados relacionados às oito edições desse evento realizadas através do projeto Museu Itinerante de Neurociência (MIN), um braço do projeto de extensão universitária “Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino em Neurociências”, parceria entre Organização Ciências e Cognição (OCC) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Deste 2010, este evento tem sido organizado pelo projeto e diferentes parceiros intra- e extra-muros da UFRJ. A cada ano, uma nova temática é escolhida e desenvolvida na forma de atividades práticas e interativas para o público em geral e, em particular, para estudantes e professores do ensino básico.

Ao longo dos últimos 8 anos, já foram abordados os seguintes temas: sistemas sensoriais, memória, linguagem, emoções, deficiências/distúrbios e altas habilidades, artes, relação corpo e mente e consciência. A partir da quarta edição, foram desenvolvidos e realizados oito cursos de capacitação e formação de mediadores, com um total de 1.426 voluntários atuantes ao longo desses anos.

Em média, foram realizadas 22 oficinas/atividades práticas por ano, atendendo um total de 9.136 participantes. A organização da ação é renovada, anualmente, através do processo de Brainstorming realizado ao final do ano anterior, que resulta no desenvolvimento de novas atividades a cada novo evento, além de promover a adesão de novos parceiros individuais e/ou institucionais. A partir de 2012, contou com a adesão de laboratórios que trabalham com neurociências presentes no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRJ), os quais abrem suas portas para visitação de estudantes durante os dias do evento, aumentando o grau de interação entre os visitantes e o ambiente acadêmico-científico.

Ao longo dos oito últimos anos, as ações vem sendo sistematicamente registrados e fartamente documentados, possibilitando a análise proposta no trabalho defendido por Marina, centrado na análise crítica e na observação participante. A relevância se destaca pela iniciativa pioneira no Brasil, em 2010, e a regularidade e constante crescimento das abordagens e parceiros, bem como pelo fato de que a Semana do Cérebro é uma iniciativa que tem grande repercussão, tornando-se uma importante ferramenta para o combate aos neuromitos, além de promover a divulgação e conscientização pública sobre as neurociências.

Marina foi aluna do curso de Ciências Biológicas, modalidade médica (Biomedicina), na UFRJ. Fizeram parte da banca os Profs. Drs. Daniela Uziel Rosental (UFRJ), Adriana da Cunha Faria Melibeu (UFF) e Alfred Sholl Franco (UFRJ).

 

 

Resultado da V Olimpíada Brasileira de Neurociências (OBN) – 2017

Após dois dias de provas, a V Olimpíada Brasileira de Neurociências (OBN) chegou ao fim, tendo como resultado final:

  • Hellen Valério Chagas (1a Colocada – Comitê do Rio de Janeiro)
  • Nicolas Yamada (2o Colocado – Comitê de São Paulo)
  • Isabelle da Silva dos Santos (3a Colocada – Comitê de Brasília).

Esta edição da OBN teve como Coordenadores Alfred Sholl-Franco e Ingrid Moura. Após ter sido realizada nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, a competição nacional de 2017 foi realizada em São Fidélis, e durou dois dias, contando com provas de:

  • neuroanatomia,
  • neurohistologia,
  • neurociências básicas e aplicadas,
  • clínica neurofuncional (diagnóstico clinico).

As provas foram compostas por avaliações objetivas, quiz e perguntas discursivas (Live Questions).

No segundo dia, os participantes puderam relaxar com atividade cultural (Declamação de Poesias), com Geraldo Evangelista Chocolate e Thiago Yuri, antes do encerramento da competição e premiação dos primeiros colocados.

A ação é promovida pela Organização Ciências e Cognição (OCC) e pelo projeto de extensão ‘Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN), do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), da UFRJ, contando com o apoio institucional da Pró-Reitoria de Extensão  da UFRJ e do Grupo CENSUPEG.

Agradecemos em especial às coordenação e direção do Grupo Centro Sul-Brasileiro de Pesquisa, Extensão e Pós GraduaçãoCENSUPEG / Faculdade FASFI e à Secretária de Educação de São Fidélis por acolher a OBN, na edição de 2017, e estimular as olimpíadas de conhecimentos. Acompanhe as Olimpíada Brasileira da Neurociências através do sítio www.cienciasecognicao.org/brazilianbrainbee.

Palestra “Neurociências, Arte e Criatividade” – Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (UFGD). I Workshop Arte + Ciências e Inclusão

I Workshop Arte + Ciências e Inclusão – 19/11/2016, na UFRJ. Palestra “Neurociências, Arte e Criatividade”Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (UFRJ). Evento promovido por Ciências e Cognição.

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Sobre a palestrante:

Biólogo (Faculdades Maria Thereza), Especialista em Neurobiologia (UFF), Mestre e Doutor em Ciências Biológicas (Modalidade Biofísica, URFJ). Atualmente é Professor Associado I (UFRJ, IBCCF, Programa de Neurobiologia), Coordenador da Extensão no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (CATE, IBCCF, UFRJ), do Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN) e do Núcleo de Novas Tecnologias e Mídias (NNOTEM) . Dedica-se à pesquisa básica em estudos sobre proliferação, diferenciação e morte celular no sistema nervoso e à pesquisa em Neuroeducação, nas áreas de corporeidade, aprendizado, narrativa, artes e inclusão. Tem experiência nas áreas de Neurociências, Divulgação Científica e Editoração Eletrônica, com ênfase nas sub-áreas de Neuroimunomodulação, Biologia Celular, Desenvolvimento, Aprendizagem, Regeneração no Sistema Nervoso e Educação/Divulgação Científica e Inclusão. Participa como Pesquisador Associado ao Laboratório de Neurogênese (IBCCF, UFRJ), onde desenvolve projetos de pesquisa nas áreas de desenvolvimento do sistema nervoso, neuroimunomodulação, neuroplasticidade, neurodegeneração e regeneração. Coordena o Centro de Estudos em Neurociências e Educação (NEUROEDUC), onde desenvolve atividades de editoração, pesquisa em neuroeducação, aprendizagem, corporeidade, narrativa, artes, inclusão e divulgação científica. É membro permanente das Pós-Graduações da UFRJ em Ciências Biológicas (Biofísica – conceito Capes 7) e MP-EGeD (conceito Capes 4) e da Pós-Graduação da UFF em Diversidade e Inclusão (CMPDI – Conceito Capes 4). Membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC), da Society for Neuroscience (SfN), da International Mind, Brain and Education Society (IMBES) e da Rede Nacional de Ciência para a Educação (CpE). Fundador e Editor-Chefe da revista científica "Ciências e Cognição? (CAPES Qualis B1 em Psicologia e B2 em Educação e Ensino).