As emoções como uma resposta automática e adaptável

“Emoções e teatro do corpo: uma oficina para ensino e divulgação da neurociência” foi um dos projetos apresentados por membros do Ciências e Cognição durante o “Neuroscience 2013″, evento da Society for Neuroscience que está em sua 43º edição e que ocorreu entre 9 e 13 de novembro em San Diego, Califórnia. Os encontros buscam desvendar novas ferramentas que otimizem e desenvolvam o conteúdo científico de maneira geral, através de parcerias entre os profissionais que o integram, por exemplo.

Confira abaixo tradução alternativa do pôster:

“Emoções e teatro do corpo: uma oficina para ensino e divulgação da neurociência”

  • Introdução

Como parte do projeto desenvolvido por “Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica de Ensino de Neurociências” (CeC-NuDCEN), no Rio de Janeiro – Brasil, um conjunto de oficinas focando em alguns aspectos das emoções foram planejadas como forma de contextualizá-las como importantes ferramentas no processo de ensino-aprendizagem nas ciências básicas do cérebro. Neste sentido, criamos a oficina “Emoções e teatro do corpo”. O objetivo dela foi demonstrar o papel das emoções como uma resposta automática e adaptável que integra mecanismos homeostáticos, bem como promove reações comportamentais específicas ao longo da vida.

  • Metodologia

A oficina foi desenvolvida com 360 participantes, e incluiu experiências emocionais de surpresa, medo e/ou aversão. Para produzir qualquer uma dessas emoções, uma caixa cheia de baratas de laboratório foi usada como fonte de estímulos emocionais. A caixa tinha uma capa plástica removível e uma abertura lateral, em quem os participantes foram instruídos a colocar suas mãos enquanto ela estava coberta. Depois, a capa foi removida para mostrar as baratas e as reações emocionais foram registradas, usando: (a) câmera de vídeo para verificar as mudanças na linguagem corporal, (b) um MindWave móvel para verificar as mudanças na atividade cortical, (c) monitores de batimento cardíaco para verificar mudanças neste aspecto. (figura 1)

Legenda figura 1: caixa com baratas, coberta e descoberta.

Resultados

a) Todos os participantes expressaram mudanças na linguagem corporal, caracterizados como uma das três emoções primárias: surpresa, medo ou aversão, como nos exemplos. (figura 2)

Legenda figura 2: linguagem corporal após os estímulos

b) o padrão de onda cerebral cortical mudou, mostrando um aumento de 22%, em média, de prevalência de ondas beta depois dos estímulos. (n=360 p < 0,01 )

Legenda figura 3: prevalência de ondas beta antes e depois dos estímulos visuais

c) todos os participantes aumentaram seus batimentos cardíacos numa média de 16% depois dos estímulos.

Legenda figura 4: batimentos cardíacos antes e depois dos estímulos visuais.

  • Conclusão

Concluindo, esta oficina contribuiu para divulgação da neurociência e para ampliar o conhecimento dos participantes sobre como o sistema  nervoso coordena as reações emocionais que impactam o comportamento afetivo humano.

Veja a versão do cartaz apresentado no Neuroscience 2013:

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