[Entrevista] ‘Como a neurociência ajuda a explicar os processos de aprendizagem na educação’

Fonte: 
http://fundacaotelefonica.org.br/noticias/como-a-neurociencia-ajuda-a-explicar-os-processos-de-aprendizagem-na-educacao/

Compreender as diversas formas de se adquirir conhecimento pode ser fundamental para transformar a relação entre estudantes, escolas e sociedade

neurociência pode ser uma importante ferramenta para potencializar processos de aprendizagem. Isso porque, ao pesquisar e trabalhar informações e dados sobre diferentes aspectos do sistema nervoso, esse ramo do conhecimento nos ajuda a entender como aprendemos, abrindo possibilidades para aperfeiçoar as relações educacionais.

De acordo com Alfred Sholl Franco, professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador do projeto Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (CeC-NuDCEN), a neurociência ajuda a conhecer melhor as pessoas e, a partir dessas informações, torna-se possível produzir processos de ensino e aprendizagem mais eficazes.

“A neurociência busca estudar temas sobre o sistema nervoso que contribuem para entender como aprendemos e como podemos potencializar o ensino. Por exemplo: para compreender como funciona o sono nas crianças e como ele pode impactar na sua aprendizagem”, explica o professor.

Franco destaca que o papel da neurociência não é produzir metodologias para facilitar o aprendizado, o que cabe a outros profissionais, como pedagogos, mas sim levantar informações e conhecimentos que embasem esses processos.

Múltiplas inteligências e tecnologia

Um exemplo dos benefícios proporcionados pela neurociência à educação pode ser visualizado tomando como base as chamadas múltiplas inteligências.

Esse conceito, desenvolvido na década de 1980 por uma equipe da Universidade Harvard liderada pelo psicólogo Howard Gardner, classifica as habilidades como intrapessoal, interpessoal, corporal-sinestésica, espacial, linguística verbal, musical, naturalista e lógico-matemática (veja imagem ao final do bloco).

Para Franco, professores, coordenadores e outros profissionais da educação têm de reconhecer e entender essas habilidades dos estudantes para saber como potencializá-las. E é neste ponto que a neurociência pode ser de grande utilidade, já que auxilia no entendimento sobre o que são tais características.

“Uma criança com alta habilidade sinestésica (de fazer associações entre sentidos e estímulos) poderá ter um controle motor muito mais desenvolvido. Já no caso de uma criança com desenvoltura em matemática, é preciso ter a sensibilidade de saber que ela não é uma calculadora e que ela não pode ser tratada como tal”, diz.

Essa mesma função pode ser cumprida pela neurociência no que diz respeito ao uso de tecnologias na educação, pois ela oferece a possibilidade de se conhecer melhor o funcionamento da relação entre inovações tecnológicas e aprendizagem. “A tecnologia possui um fator atrativo muito forte, principalmente para os jovens. Mídias ou sistemas que são lidos originalmente como entretenimento ou redes sociais têm papel fundamental para a educação, desde que bem usados”.

As múltiplas inteligências Existencial Capacidade de abordar questões profundas sobre a existência humana Intrapessoal Capacidade de usar o entendimento sobre si mesmo e se controlar internamente para alcançar certos fins Interpessoal Capacidade de compreender intenções, palavras, gestos, desejos dos outros e, assim, de se relacionar bem em sociedade Corporal-sinestésica Potencial para usar o corpo para resolver problemas, expressar sentimentos, fabricar produtos Espacial Capacidade de observar o mundo, objetos, espaços e projetos em diferentes perspectivas Linguística Ter domínio da linguagem e expressão, como comunicação oral, escrita e gestual Lógico-matemática Capacidade de criar e entender padrões, fazer sistematizações e resolver problemas matemáticos Musical Capacidade de tocar instrumentos, identificar, ler e compor peças musicais com facilidade Naturalista Capacidade de detectar, diferenciar e categorizar questões como espécies animais e vegetais, fenômenos climáticos ou naturais e geografia

Formação de docentes e multidisciplinaridade da neurociência

Alfred Sholl Franco adverte, porém, que não se pode achar que a neurociência é a solução para todos os problemas da educação. Além disso, o especialista destaca que, para que ela seja utilizada nos processos de aprendizagem, é essencial a existência de uma formação qualificada e continuada de docentes e profissionais da educação.

“Não adianta só pesquisadores quererem contribuir com trabalhos na área. Tem que haver a participação de alunos e professores do ensino básico. Também é muito importante dar aos alunos orientações sobre como lidar com as informações”, diz.

Outro ponto salientado pelo professor trata da possibilidade de se trabalhar o tema em várias áreas do conhecimento. “De certa forma, o conteúdo de neurociência até está mesclado em algumas disciplinas escolares, como a Biologia. Contudo, pode ser trabalhada também no ensino de Linguagens, de Matemática (cognição e lógica), na parte de Artes (criatividade e imaginação), por exemplo”.

Neurociência e educação fora da escola

A ideia de expandir a abordagem do tema para as diversas áreas de conhecimento reflete outra preocupação do pesquisador: a importância de que a relação entre neurociência e educação extrapole os limites escolares e atinja a toda a sociedade.

“Pensa-se muito a educação apenas na criança, na escola. Mas, na verdade, aprendemos a vida inteira. O processo de ensino-aprendizagem está inserido na sociedade. Assim, é urgente a conscientização pública sobre a importância da neurociência, que a sociedade a veja como importante para ela mesma e para a escola”, aponta.

[Entrevista] ‘Pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízo’

Entrevista com Alfred Sholl Franco para o portal ComCiência, em 09 de março de 2019, na qual são abordados os temas: comunicação científica, neurociências, educação e envelhecimento saudável. A entrevista intitulada “Alfred Sholl: ‘Pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízo’“, foi realizada por Luanne Caires. A seguir trechos da entrevista:

O termo neurociências abrange diferentes ciências, com amplas abordagens. O que caracteriza a base comum de todas elas?

No caso das neurociências, a base comum é o foco no sistema nervoso, e há uma busca das diferentes áreas para demarcarem suas prioridades. Isso não quer dizer que uma área é mais importante do que a outra, mas as visões são sempre direcionadas, dependem do histórico e da formação de quem organiza o grupo de pesquisa. (…) Neurociência é um termo abrangente e sujeito a muitos questionamentos. Uma boa maneira de perceber isso é quando uma pessoa se diz neurocientista. É difícil saber exatamente com o que ela trabalha. Eu, por exemplo, coordeno o Núcleo de Estudos em Neurociências e Educação (Neuroeduc). Nele há profissionais e estudantes de fonoaudiologia, educação física, matemática, psicologia, biomedicina. A premissa é um trabalho multidisciplinar e transdisciplinar, que também caracteriza vários outros grupos da área no Brasil, como o Neuroeduca, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e o Instituto do Cérebro, no Rio Grande do Norte.”

O termo neuro ganhou muito glamour nos últimos anos e praticamente qualquer conteúdo associado às neurociências chama a atenção. Não é difícil entender o fascínio pelo nosso cérebro, mas a “glamourização” das neurociências tem riscos. Como lidar com isso?

As pessoas colocam o prefixo neuro(-) em tudo. (…) O maior remédio para essa glamourização é a informação. As pessoas precisam saber onde conseguir informações corretas e confiáveis. Não adianta ler o blog de qualquer um. Vá ao site de universidades, fontes oficiais, institucionais. E, se for um pesquisador, procure o currículo. A plataforma Lattes, por exemplo, é uma fonte confiável de currículos.

(…)

Divulgar é importante porque pessoas bem informadas tendem a cometer menos erros de juízos, menos erros de interpretação e, portanto, serão avaliadoras melhores das necessidades da sociedade e ajudarão a tecer políticas públicas. É isso que tentamos fazer com o núcleo Ciências e Cognição, na UFRJ: investir em novos ramos para promover conscientização pública. De modo geral, as neurociências têm caminhado bastante em promover divulgação científica. Uma boa iniciativa aqui no Brasil é a Semana do Cérebro. Começamos há dez anos e há oito ela é nacional, ajudando a estimular mais ainda o processo de alfabetização científica da população.

Parte da conscientização sobre as neurociências passa pela educação. Do mesmo modo, o conhecimento científico pode contribuir muito para as práticas escolares. Quais são os principais desafios em aproximar os avanços no conhecimento e a prática em sala de aula?

Quando ensinamos a criança a discutir, a refletir sobre concepções, estamos investindo não em curto prazo, mas em longo prazo. Por isso estamos criando a RedENeuro no Rio de Janeiro. Essa é uma rede de estudos em neurociências que fomentará o desenvolvimento de pequenos projetos de pesquisa nas escolas. A ideia é formar pequenos cientistas que tenham visões distintas sobre as neurociências, em parceria com professores de física, química, biologia, português, matemática. Vamos tentar fazer a primeira mostra do projeto durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em outubro.

Ciências e Cognição recebe escolas para atividades na IX Semana do Cérebro do Rio de Janeiro em 2018. Imagem: Ciências e Cognição.

Outro ponto importante é promover a formação inicial e continuada dos profissionais da educação. São poucas as universidades que ofertam cursos de neurociências para pedagogos e licenciandos, por exemplo – e essa é uma mudança que não ocorre de um momento para o outro e não basta simplesmente mudar o currículo. Uma formação adequada sobre o desenvolvimento é especialmente importante na pré-escola e no ensino infantil, quando a criança está em um período crítico de desenvolvimento cerebral e estabelecimento de circuitos neurais. (…).

Também temos que pensar em por que o conhecimento tem que ser produzido no centro de pesquisa e depois ir para a escola? Por que não podemos capacitar professores, coordenadores pedagógicos e outros profissionais a trabalharem em conjunto com os pesquisadores? Atualmente, os dois mundos (da escola e da ciência) não se veem como pares. A escola acha que os pesquisadores não a escutam e não querem saber do que ela precisa, e os pesquisadores estão preocupados com a captação de verba. Como pesquisador, ao escrever um projeto, uma preocupação é como contemplar o edital. Faltam editais que promovam ou incentivem a integração com as escolas, o que tira, muitas das vezes, a realidade da escola de vista. Outro problema é que as escolas resistem à presença do pesquisador porque ele coleta os dados e nunca volta. Não há um retorno dos resultados da pesquisa para a escola. Assim, para tentar resolver essa falta de diálogo, essa falta de apoio, estamos desenvolvendo a RedENeuro.

Hoje passamos muito tempo trabalhando e interagindo socialmente por meio de telas e redes sociais. Como essa nova dinâmica de ferramentas e relações interpessoais afeta o funcionamento cerebral?

A imersão nesse mundo tecnológico e de redes sociais pode comprometer a capacidade de atenção e dedicação do sistema nervoso. Entretanto, essas mudanças não são ruins nem boas, elas são a realidade atual. Então temos que aprender a lidar melhor com elas. No caso das crianças e jovens que ainda estão em desenvolvimento, por exemplo, não adianta privar. Temos que supervisionar e direcionar o uso, como já aconteceu com o carro e com a televisão. Avaliar o quanto a ferramenta é útil e o quanto é prejudicial para o indivíduo. (…) As ferramentas tecnológicas cativam: um aluno hoje assiste a dez pequenos vídeos de três minutos sobre um assunto se você direcionar o que ele deve assistir, mas ele não consegue ler o livro por meia hora. Hoje em dia eu uso aplicativos para ensinar conteúdos de neurociências nas minhas aulas na UFRJ, assim como produzimos materiais em diferentes mídias, disponíveis no nosso site e canal do YouTube.

Que hábitos podemos ter para envelhecer com uma melhor saúde do sistema nervoso?

(…) Nosso sistema nervoso se transforma a partir de cada informação que chega desde que estamos dentro da barriga da mãe. Eu diria que uma boa alimentação, exercício físico e estimulação contínua forma uma boa receita. Não podemos pensar que estamos velhos demais para fazer alguma coisa. Em qualquer momento da vida você pode aprender uma segunda, terceira, quarta e décima língua, aprender a dançar, sair para apreciar o mundo, fazer meditação. É preciso lembrar que o envelhecer é resultado do conjunto de fatores da nossa vida inteira, que começamos a envelhecer desde que somos gerados.

Existem muitas compreensões equivocadas sobre conceitos das neurociências. Quais são os principais equívocos que ainda persistem no imaginário social?

Um equívoco que ainda persiste muito nas escolas, por exemplo, é que a gente não usa o sistema nervoso todo. Muitos alunos e professores acham que só usamos uma porcentagem (o mito dos 10%). Outro mito é o de que o uso de drogas não afeta o sistema nervoso, porque sempre tem aquele exemplo do amigo que usou e não aconteceu nada. (…) Nosso sistema nervoso trabalha com uma margem de reserva, temos certa plasticidade, mas com a idade pagamos o preço. E há o mito da ginástica cerebral, de que a prática de exercícios no celular ou no computador deixa a pessoa mais inteligente. Ficar encaixando um desenho dentro do outro ou decorando o caminho traçado entre pontos é um bom exercício mental? Sim. Mas isso agiliza o raciocínio, a memória operacional, a atenção, o que é diferente de deixar a pessoa inteligente, melhorar o desempenho no processamento de informações de matemática, linguística, história, geografia. (…)

(…)

Estamos na década da mente. O objetivo é entender melhor como os processos mentais se integram, sejam eles genéticos, comportamentais, sociais, educacionais. Por isso, uma área de grandes descobertas será aquela relacionada à compreensão de como os processos mentais estão conectados. A terapia gênica também é outra área com potencial para grandes revoluções, porque pode diminuir a progressão ou mesmo evitar a instalação de doenças relacionadas ao sistema nervoso.

Leia a entrevista completa no link:
http://www.comciencia.br/alfred-sholl

Linha de pesquisa em TDAH tem desdobramento com novo integrante

No dia 26/02/2019, a equipe de Ciências e Cognição teve a feliz notícia sobre a aprovação de João Vitor Gallo Esteves no processo seletivo de doutorado (MD/PhD) do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: Biofísica, do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ), onde desenvolverá a pesquisa “Prevalência de alterações visomotoras e efeitos de um programa de estimulação visomotor nas habilidades de leitura em escolares com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) da rede pública de ensino do município de São Fidélis-RJ“, sob a orientação do Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (IBCCF/UFRJ).

O projeto conta com o apoio da Organização Ciências e Cognição (OCC) e CENSUPEG, buscando contribuir para o aumento do conhecimento sobre TDAH e formas de melhorar as condições de vida de crianças com o transtorno.

João Vitor atuava em diversos projetos de Ciências e Cognição, em especial em atividades relacionadas com o Núcleo de Novas Tecnologias e Mídias (NNOTEM). Seu comprometimento e conhecimento vem ser reforçado por mais este passo, agora integrando a equipe de pesquisadores do Neuroeduc (Núcleo de Pesquisa em Neurociências e Educação).

“Extensão Universitária: por que e como cumprir?”

O vídeo apresenta um debate em torno das configurações da extensão universitária na UFRJ, no ano de 2016/2017. A apresentação conta com as falas do Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (IBCCF/UFRJ) e da Profa. Dra. Débora Henrique Anjos (IBCCF/UFRJ), durante o evento II FÓRUM DE EXTENSÃO DO INSTITUTO DE BIOFÍSICA CARLOS CHAGAS FILHO.

[14, 16 e 17/03] Agende sua Escola para visitar o Museu Itinerante de Neurociências

O Museu Itinerante de Neurociências (MIN) estará recebendo escolas, grupos e visitantes avulsos durante a IX Semana do Cérebro com exposições interativas, atividades práticas. Venha conhecer  o Cérebro e o Sistema Nervoso de uma maneira divertida, lúdica e descontraída em Rio de Janeiro e em Niterói.

Rio de Janeiro

– Dia 16/03

  • Descrição: Exposições interativas  do Museu itinerante de Neurociências (MIN).
  • Data e Horário: 14/03/2018, de 09:00 às 17:00
  • Local: Centro de Ciências da Saúde (CCS), área anexa ao Auditório Quinhentão, subsolo do Bloco K, Campus da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ – Para ver o mapa: Clique aqui.
  • Inscrição: necessário apenas para grupos e vista de escolas
  • Promoção e Organização:
  • Mais informaçõesclique aqui.

– Dia 17/03

  • Descrição: Exposições interativas “Laboratório Aberto de Práticas” e “Clube de Arte + Ciência“, do Museu itinerante de Neurociências (MIN); e oficinas do projeto “Construindo o Saber“.
  • Data e Horário: 17/03/2018, de 14:00 às 18:00
  • Local: Av. Heitor Beltrão, no 321 – Esquina de Rua Pareto, Praça Saens Pena – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ.
  • Inscrição: não é necessária inscrição prévia
  • Promoção e Organização:
  • Mais informações: clique aqui.

Niterói

– Dia 14/03

  • Descrição: Exposições interativas  do Museu itinerante de Neurociências (MIN).
  • Data e Horário: 14/03/2018, de 09:00 às 17:00
  • Local: Instituto de Física, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Auditório do Instituto de Física da UFF, Av. Gal. Milton Tavares de Souza, s/n – Praia Vermelha, Niterói – RJ, 24210-271. Como chegar: http://www.if.uff.br/pt/contato/como-chegar
    • Entrada para ônibus escolares: Av Litorânea, s/n, Boa Viagem. Campus da Praia Vermelha. Instituto de Física. 2o andar, Niterói, RJ.
  • Inscrição: necessário apenas para grupos e vista de escolas
  • Promoção e Organização:
  • Mais informaçõesclique aqui.

[12/03] Visilab: visita a laboratórios de neurociências

Visitação a laboratórios: “Visilab” – visitação a laboratórios de neurociências do Centro de Ciências da Saúde (CCS)

  • Descrição:
  • Data e Horário: 12/03/2018, de 09:00 às 17:00
  • Local: Centro de Ciências da Saúde (CCS), área anexa ao Auditório Quinhentão, subsolo do Bloco K, Campus da Ilha do Fundão, Rio de Janeiro – RJ – Para ver o mapa: Clique aqui.
  • Inscrição: 
  • Promoção e Organização:  Museu itinerante de Neurociências (MIN), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro – RJ.
  • Mais informaçõesclique aqui.

Divulgação e Popularização em Neurociências: 8 anos da Semana do Cérebro no Rio de Janeiro

Foi defendida na UFRJ, nesta segunda-feira (22/05/17), o trabalho de conclusão de curso intitulado “Divulgação e Popularização em Neurociências: oito anos de atividades da Semana do Cérebro no Rio de Janeiro“, por Marina Chichierco, sob a orientação do Prof. Dr. Alfred Sholl Franco (IBCCF/UFRJ).

O trabalho trata da divulgação científica, entendendo-a como uma atividade que tem como função principal difundir conhecimentos científicos a partir de um diálogo acessível para a sociedade. Neste sentido, foi desenvolvida uma pesquisa, tendo como objeto as atividades desenvolvidas, por Ciências e Cognição e parceiros para a Semana do Cérebro do Rio de Janeiro, vinculada internacionalmente à Semana de Conscientização do Cérebro (Brain Awareness Week), visando promover a conscientização e a popularização das neurociências para toda a sociedade.

O objetivo da pesquisa foi relatar e analisar o processo de organização e os dados relacionados às oito edições desse evento realizadas através do projeto Museu Itinerante de Neurociência (MIN), um braço do projeto de extensão universitária “Ciências e Cognição – Núcleo de Divulgação Científica e Ensino em Neurociências”, parceria entre Organização Ciências e Cognição (OCC) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Deste 2010, este evento tem sido organizado pelo projeto e diferentes parceiros intra- e extra-muros da UFRJ. A cada ano, uma nova temática é escolhida e desenvolvida na forma de atividades práticas e interativas para o público em geral e, em particular, para estudantes e professores do ensino básico.

Ao longo dos últimos 8 anos, já foram abordados os seguintes temas: sistemas sensoriais, memória, linguagem, emoções, deficiências/distúrbios e altas habilidades, artes, relação corpo e mente e consciência. A partir da quarta edição, foram desenvolvidos e realizados oito cursos de capacitação e formação de mediadores, com um total de 1.426 voluntários atuantes ao longo desses anos.

Em média, foram realizadas 22 oficinas/atividades práticas por ano, atendendo um total de 9.136 participantes. A organização da ação é renovada, anualmente, através do processo de Brainstorming realizado ao final do ano anterior, que resulta no desenvolvimento de novas atividades a cada novo evento, além de promover a adesão de novos parceiros individuais e/ou institucionais. A partir de 2012, contou com a adesão de laboratórios que trabalham com neurociências presentes no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRJ), os quais abrem suas portas para visitação de estudantes durante os dias do evento, aumentando o grau de interação entre os visitantes e o ambiente acadêmico-científico.

Ao longo dos oito últimos anos, as ações vem sendo sistematicamente registrados e fartamente documentados, possibilitando a análise proposta no trabalho defendido por Marina, centrado na análise crítica e na observação participante. A relevância se destaca pela iniciativa pioneira no Brasil, em 2010, e a regularidade e constante crescimento das abordagens e parceiros, bem como pelo fato de que a Semana do Cérebro é uma iniciativa que tem grande repercussão, tornando-se uma importante ferramenta para o combate aos neuromitos, além de promover a divulgação e conscientização pública sobre as neurociências.

Marina foi aluna do curso de Ciências Biológicas, modalidade médica (Biomedicina), na UFRJ. Fizeram parte da banca os Profs. Drs. Daniela Uziel Rosental (UFRJ), Adriana da Cunha Faria Melibeu (UFF) e Alfred Sholl Franco (UFRJ).

 

 

Palestra “Autismo” – Profa. Dra. Elisabete Castelon Konkiewitz (UFGD). I Workshop Arte + Ciências e Inclusão

I Workshop Arte + Ciências e Inclusão – 19/11/2016, na UFRJ. Palestra “Autismo” – Profa. Dra. Elisabete Castelon Konkiewitz (UFGD). Evento promovido por Ciências e Cognição.

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Sobre a palestrante:

Graduada em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em 1993 e doutora em Neurologia pela Technische Universität München (Alemanha) em 2002. Título de Especialista em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria. Título de especialista em Neurologia pela Associação Médica Brasileira e Academia Brasileira de Neurologia. Desde 2008 professora associada da Faculdade de Ciências da Saúde (curso de Medicina) na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Foi docente na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e na Universidade de Marília (UNIMAR). Docente em cursos de pós-graduação nas áreas de Saúde e Educação. Tem experiência nas áreas de transtornos de aprendizado, neurocognição,aspectos neuropsiquiátricos na infecção pelo HIV.

 

 

I Semana Arte+Ciência – 19 a 26/11/2016 – Rio de Janeiro

Do dia 19 a 26 de novembro de 2016, ocorrerá a I Semana Arte+Ciência, no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento é composto por múltiplas atividades que buscam atingir uma grande diversidade de público, tais como: professores do ensino básico, musicoterapeutas, e o público em geral. Todos com inscrição gratuita, mas com vagas limitadas e distintas para cada atividade.

Dentre as atividades que comporão a I Semana Arte+Ciência estão:

O prazo previsto para inscrições vai até o dia 15 de novembro de 2016, entretanto serão encerradas assim que o número de vagas oferecidas for atingido. Não haverá lista de espera, nem será possível a participação como “ouvinte” (participante não inscrito) nas atividades.

Mais informações informações sobre cada uma das atividades oferecidas poderão ser obtidas através do site www.cienciasecognicao.org/portal .

 

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II Fórum de Extensão do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

II FÓRUM DE EXTENSÃO DO INSTITUTO DE BIOFÍSICA CARLOS CHAGAS FILHO

24 de novembro de 2016 – 09 às 17 horas

Local: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Auditório Hertha Meyer, Bloco G, Sala 22, Instituto de Biofísica, Centro de Ciências da Saúde, Rio de Janeiro, RJ.

Inscrições Gratuitas

Inscrições

  • 19 de outubro a 21 de novembro de 2016!!!
  • Para se inscrever acesse: INSCRIÇÕES ENCERADAS
  • Os inscritos, que pretendam apresentar trabalho na Seção de Pôsteres do evento, deverão anexar sua proposta de apresentação (clique aqui para baixar o modelo a ser anexado) no ato da inscrição.

PROGRAMAÇÃO

  • 09:00 – Abertura do Evento
  • 09:10 – Apresentação Musical
  • 09:20 – Palestra O Morro dos Ventos Uivantes, a Metafísica do Amor e a Neurobiologia Evolutiva (Profa. DraElisabete Castelon Konkiewitz, Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD, Dourados – MS)
  • 10:00- Palestra- “Redes Sociais na Divulgação Científica como campo de Pesquisa” (Prof. Dr. Glaucio Aranha – Escola de Administração Judiciária do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – ESAJ/TJRJ)
  • 10: 30 Intervalo
  • 10:45 – “Neurociências em Debate” (Profa. DraElisabete Castelon Konkiewitz, Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD, Dourados – MS)
  • 11:15- Mesa-Redonda “Divulgação Científica: Pesquisa, Ensino e Extensão” (Mediação: Profa. Dra. Débora Anjos, Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)
  • 12:00 – Almoço
  • 13:30 – Apresentação de painéis/pôsteres sobre atividades de extensão desenvolvidas no IBCCF e parceiros.
  • 15:00 – Intervalo
  • 15:20 – “Extensão Universitária: por que e como cumprir?” (Prof. Dr. Alfred Sholl-Franco e Profa. Dra. Débora Henrique Anjos -Coordenadores de Extensão do IBCCF/UFRJ).
  • 17:00- Encerramento

Equipe

Dr. Alfred Sholl-Franco (IBCCF/UFRJ)

Dra. Debora Henrique da Silva Anjos (IBCCF/UFRJ)

Palestrantes

ELIZABETE CASTELON KONKIEWITZ

Participantes

Alan Cardoso do Nascimento

Alfred Sholl Franco

Ana Beatriz Rocha Rodrigues

Ana Karoline Ramos Alves

Anna Karla da costa Souza

Anna Leticia Espindola de Oliveira

Atila Vieira Lobato

Barbara de Paula Pires Franco Guimaraes

Camila Marques da Silva

Carla Marilia dos Santos 

Dio Pablo Alexandrino de Mattos

Eduarda Cavalcante

Elaine Neri de Souza

Elisabete Castelon Konkiewitz

Esther Faria da Rocha

Fernanda Kaminski Fonseca 

Gabriela Lopes Barroso

Giselle Mendes dos Santos

Gismaria Silva Sales

Gleide Alencar do Nascimento Dias 

Ingrid Moura de Oliveira 

Jessica Costa Tonacio

Jessica nascimento da costa 

Jessica Oliveira da Conceicao

Joyce Alves do Nascimento 

Julia Frederico Nodari 

Karinne Nunes Brandao 

Lais Kaori S. Laburu

Larissa Mattos Feijo

Leonardo Floriano da Silva

Letícia Martino dos Reis

Lucas Freitas da Costa Duque

Ludmila Ribeiro Bezerra de Carvalho

Ludmilla da Silva Santos 

Luisa Teixeira Pinto

Maria Clara Rapozo 

Milena Ribeiro Peclat de Araujo

Priscila de Carvalho Maia 

Rafael Silva Lima 

Renata Pereira Laurindo

Victor Lima dos Santos

Victoria Gabriela Bello dos Santos

Vinicius de Castro e Silva

Vitor Soares Mann

Wanderson Douglas Lomenha Pereira

Willian Cruz Gouvea Junior

Registro Audiovisual

Hugo Rodrigues Marins

Joao Vitor Galo Esteves

Monitores

Alan Cardoso

Amanda Dias Miranda

Ana Beatriz Rocha Rodrigues

Anna Karla da costa Souza

Caroline Monteiro Nogueira

Cezar Paiva

Daniel Cordeiro

Eduarda Cavalcante

Esther Farias da Rocha

Fernanda Kaminski Fonseca

Jessica Costa Tonacio

Karinne Nunes Brandao

Leticia Martino dos Reis

Lorrayne Escaleira Sodré

Lucas Freitas da Costa Duque

Luisa Teixeira

Luiza Gonçalves Ibanez Ribeiro

Maria Clara Rapozo

Tabatha Avelar de Barros

Victor Lima dos Santos

Vinicius Castro

Local

UFRJ- Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ilha do Fundão. Avenida Carlos Chagas Filho, 373 – Cidade Universitária, Rio de Janeiro. Bloco G, CCS, Centro de Ciências da Saúde, sala G1-022. Auditório Herta Mayer. GoogleMaps: https://goo.gl/maps/N8trrtNhCPL2

Contato

cate@biof.ufrj.br