NEUROIMAGEM E PSICOPATIA: AVANÇOS E CRÍTICAS

Autores

  • Carlos Eduardo Batista de Sousa Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, Professor Associado, Laboratório de Cognição e Linguagem, Programa de Pós-graduação em Cognição e Linguagem, Programa de Pós-graduação em Ciências Naturais
  • Marselle Soares S Klem de Mattos

Palavras-chave:

neurociência, epigenética, metodologia, biossocial

Resumo

Pesquisas recentes na área de neurociência cognitiva buscam encontrar evidências que confirmem a hipótese de que as bases causais da psicopatia residem na neurobiologia. Contudo, há grande controvérsia nesta área, por exemplo, o neurocientista James Fallon, embora arbitre que a biologia (nature) seja responsável por 80% do comportamento, propõe que a psicopatia pode ser explicada pela epigenética (biossociais). Não há uma conclusão definitiva sobre qual a real causa do comportamento psicopático, embora a base neurobiológica desempenhe papel importante. Um dos problemas da associação da psicopatia com a neurobiologia se refere ao uso do neuroimageamento como evidência em favor da posição biológica, pois a neuroimagem aplicada ao estudo do comportamento social possui diversos questionamentos. Neste texto, apresentamos uma discussão sobre o tema e apontamos algumas críticas. A contribuição da neurociência cognitiva nos estudos da mente e do comportamento é inegável, porém há obstáculos a serem considerados, como o emprego de neuroimageamento para identificar bases causais de comportamentos desviantes.

Publicado

2020-02-26

Edição

Seção

Ensaios Acadêmicos / Essays