APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS EM NEUROPSICOLOGIA: A TEORIA DECLARATIVA/PROCEDURAL

Autores

  • Heloísa Pedroso de Moraes Feltes
  • Fernanda Bertelli Fogaça

Palavras-chave:

aprendizagem da linguagem, memória declarativa, memória procedural, teoria declarativa, teoria procedural.

Resumo

Este artigo objetiva oferecer uma ampla revisão do framework da  Teoria Declarativa/Procedural (DPT), de Michael Ullman, a partir de artigos publicados entre 1998, quando a DPT foi proposta, até 2016. A DPT sustenta que a aprendizagem da linguagem depende de dois sistemas de memória: o léxico é aprendido por memória declarativa, e as regras gramaticais, por memória procedural. Com esta revisão, os resultados obtidos são: (a) estudos com pacientes com distúrbios, utilizando neuroimagens, verificaram as áreas encefálicas ativadas durante a realização de atividades ligadas à linguagem e à memória; (b) identificação de que as memórias declarativa e procedural não são específicas da linguagem, pois atuam em habilidades motoras e recordações de fatos e eventos; (c) com o avanço das pesquisas, a DTP tornou-se mais flexível, admitindo que os sistemas de memória, mesmo independentes, interagem de várias formas; e (d)  fatores como idade, frequência de exposição ao input linguístico, disfunções e hormônios impactam no uso dos dois sistemas.

Biografia do Autor

Heloísa Pedroso de Moraes Feltes

Feltes é graduada em Licenciatura e Bacharelao em Letras (Universidade de Caxias do Sul), Especialista em Linguística, Mestre e Doutora em Linguística Aplicada (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul). Possui pós-doutoramento em Linguística Cognitiva (PUCRS). Atua como psicanalista na TOPOS – Psicanálise e Psiquiatria. Tratamento, Pesquisas e publicações.

Publicado

2020-02-26

Edição

Seção

Artigos Científicos / Scientific Articles