INFLUÊNCIA DO AFETO NO JULGAMENTO E DECISÃO CONTÁBIL

Autores

  • Mara Vogt Universidade Regional de Blumenau (FURB)
  • Larissa Degenhart Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
  • Carlos Roberto de Oliveira Nunes Universidade Regional de Blumenau (FURB)
  • Carla de Almeida Vitória Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP)
  • Paulo Roberto da Cunha Universidade Regional de Blumenau (FURB)
  • Vinícius Costa da Silva Zonatto

Palavras-chave:

Afeto positivo, Afeto negativo, Julgamento, Tomada de decisão, Contabilidade.

Resumo

Para avaliar a influência do afeto no julgamento e tomada de decisão contábil, realizou-se uma pesquisa experimental. A amostra compreendeu 115 alunos do curso de graduação em Ciências Contábeis, separados em dois grupos: afeto positivo (58) e afeto negativo (57). Todos os participantes foram requisitados a resolverem um caso de julgamento contábil para tomada de decisão. Ao entrarem na sala, foram orientados pela atriz/empresária, que teve a incumbência de gerar afeto positivo ou negativo para cada um dos grupos em momentos distintos. A atriz simulou ser uma empresária e os participantes os contadores que teriam que lhe ajudar. Para a análise dos dados, realizou-se os testes qui-quadrado e Mann-Whitney. Os resultados revelam que o afeto positivo influencia no julgamento e tomada de decisão contábil, quando o nível de dificuldade é maior para a resolução de determinado problema, o que faz com que os participantes analisassem a questão com mais atenção na identificação da melhor decisão diante do problema apresentado. A partir dos resultados, organizações contábeis poderão direcionar recursos para práticas que melhorem as relações de seus contadores com seus clientes, pois tais relações podem influenciar o comportamento no ambiente de trabalho e afetar o julgamento e tomada de decisão.

Biografia do Autor

Mara Vogt, Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Mestre em Ciências Contábeis e Doutora em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Regional de Blumenau (FURB)

 

Larissa Degenhart, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Mestre em Ciências Contábeis e Doutora em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Professora do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Carlos Roberto de Oliveira Nunes, Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Mestre e Doutor em Psicologia (Psicologia Experimental) pela Universidade de São Paulo (USP)

Professor do curso de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Carla de Almeida Vitória, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP)

Pós-graduada em Gestão Estratégica de Pessoas pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)

Mestranda em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP)

Paulo Roberto da Cunha, Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Mestre em Ciências Contábeis e Doutor em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis da Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Vinícius Costa da Silva Zonatto

Mestre em Ciências Contábeis e Doutor em Ciências Contábeis e Administração pela Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Professor do curso de Ciências Contábeis da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

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Publicado

2020-12-13

Como Citar

Vogt, M., Degenhart, L., Nunes, C. R. de O., Vitória, C. de A., Cunha, P. R. da, & Zonatto, V. C. da S. (2020). INFLUÊNCIA DO AFETO NO JULGAMENTO E DECISÃO CONTÁBIL. Ciências & Cognição, 25(1), 127-140. Recuperado de http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1660

Edição

Seção

Artigos Científicos / Scientific Articles