MENTES, METAS E MÁQUINAS: UM DESAFIO PARA A CONSCIÊNCIA ARTIFICIAL

Autores

  • Samuel de Castro Bellini-Leite Doutorando em Filosofia (UFMG) Estudante do Grupo Acadêmico de Estudos Cognitivos (GAEC), e do grupo "Sistêmica, Auto-organização e Informação" no Centro de Lógica e Epistemologia (CLE) da Universidade de Campinas (UNICAMP)

Palavras-chave:

Teoria do Espaço de Trabalho Global, metas, consciência em máquinas

Resumo

Resumo

A Teoria do Espaço de Trabalho Global pretende descrever funcionalmente as tarefas da consciência. Atualmente existem tentativas de aplicação desta teoria cognitiva da consciência em máquinas, entretanto, esta teoria depende, essencialmente, da noção de metas para determinação de hierarquia do conteúdo na consciência. Este trabalho analisa características de metas e a diferença entre metas genuínas e metas parciais. Propõe-se que para que hajam metas genuínas em um sistema é preciso que este seja líquido (capaz de se adaptar a mudanças) sendo composto de microagentes com interesse em conjunto de sobrevivência e replicação. Sugere-se que duas correntes da Inteligência Artificial atual podem vir a criar agentes com metas genuínas: a nanorrobótica e a vertente das máquinas híbridas. Por essa análise, acredita-se que uma aplicação fidedigna da Teoria do Espaço de Trabalho Global depende primeiramente da existência de sistemas artificiais com metas genuínas.

Palavras-chave: Teoria do Espaço de Trabalho Global; metas; consciência em máquinas.

 

Abstract

The Global Workspace Theory attempts to describe conscious tasks functionally. Also, there are attempts of applying such cognitive theory to machine consciousness. However, the theory depends essentially on the notion of goals for determining the hierarchy of content in consciousness. This work analyzes characteristics of goals, differentiating “genuine goals” from “partial goals”. This work proposes that in order for a system to have genuine goals it must be liquid, capable of adapting to changes, being composed of micro-agents with the common interest of survival and replication. We propose that two branches of Artificial Intelligence could be capable of creating agents with genuine goals in the future: nanorobotics and hybrid machinery. Because of such analysis we believe a trustworthy application of Global Workspace Theory depends first on the existence of artificial systems with genuine goals.

Keywords: Global Workspace Theory; goals, machine consciousness

Biografia do Autor

Samuel de Castro Bellini-Leite, Doutorando em Filosofia (UFMG) Estudante do Grupo Acadêmico de Estudos Cognitivos (GAEC), e do grupo "Sistêmica, Auto-organização e Informação" no Centro de Lógica e Epistemologia (CLE) da Universidade de Campinas (UNICAMP)

Doutorando em Filosofia - Lógica e Filosofia da Ciência - na Universidade Federal de Minas Gerais. Mestre em Filosofia - Filosofia da Mente, Ciência Cognitiva e Semiótica - pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Formado em Psicologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora. Atualmente integra o Grupo Acadêmico de Estudos Cognitivos (GAEC), e o grupo "Sistêmica, Auto-organização e Informação" no Centro de Lógica e Epistemologia (CLE) da Universidade de Campinas (UNICAMP). Se concentra na Filosofia da Mente e da Ciência Cognitiva.

Publicado

2014-12-01

Como Citar

Bellini-Leite, S. de C. (2014). MENTES, METAS E MÁQUINAS: UM DESAFIO PARA A CONSCIÊNCIA ARTIFICIAL. Ciências & Cognição, 19(3). Recuperado de http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/914

Edição

Seção

Ensaios Acadêmicos / Essays