Ciências & Cognição http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec <p>O periódico <em><strong><a href="http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/index" target="_blank" rel="noopener">Ciências &amp; Cognição</a></strong></em> (<em>Cien. Cogn</em>.) é a publicação científica oficial da <em>Organização Ciências e Cognição</em> (OCC) e do <em>Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociência</em> (NuDCEN, da UFRJ). Seu foco é o estudo da cognição e seus processos, a partir do olhar interdisciplinar estabelecendo um diálogo acadêmico entre as chamadas Ciências Cognitivas. Possui <strong>índice h5 = 5; Mediana h5 = 5</strong><strong> </strong>(https://goo.gl/fvdgn3). </p> <p>Na versão preliminar da <strong>nova tabela de qualificação da Qualis</strong> para periódicos científicos, está prevista a qualificação <strong>A4</strong> para a revista <strong>Ciências &amp; Cognição</strong>.</p> <p>No<strong> QUALIS 2013-2016</strong>, <em>Ciências &amp; Cognição</em> está presente na avaliação de vários comitês, reforçando seu caráter interdisciplinar. As maiores avaliações são <strong>B1</strong> em Linguística/Literatura, Ciências Ambientais, Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo;<strong> B2 </strong>em Interdisciplinar, Psicologia, Educação, Ensino, Arquitetura, Urbanismo e Design;<strong> B3</strong> em Filosofia, Enfermagem; <strong>B4 </strong>em Saúde Coletiva, e Medicina II; <strong>B5</strong> em Biotecnologia, Nutrição, Engenharias II, Engenharias III, Ciência da Camputação, Química, <strong>C</strong> em Medicina I, Ciências Biológicas I, e Ciências Biológicas II. </p> <p> </p> pt-BR <p>O(s) autor(es) abaixo assinado(s) transfere(m) à Organização Ciências e Cognição, instituição responsável pela revista Ciências &amp; Cognição (ISSN 1806-5821), todos os direitos de publicação, produção e divulgação, com exclusividade e sem ônus, do material do manuscrito submetido, extensível a versões em outras mídias de comunicação e divulgação (site, redes sociais, vídeos, em meio impresso, digital, áudio/podcast e audiovisual (integral ou parcialmente), buscando, dentro das possibilidades dar a maior visibilidade possível ao material submetido e aprovado, objeto da presente seção de direitos.</p> <p>Declara(m) e garante(m) que:<br />- os procedimentos éticos referentes a um trabalho científico foram atendidos;<br />- no caso de estudo com humanos, foi conduzido conforme os princípios da Declaração de Helsinki e de suas emendas, com o consentimento informado aprovado por Comitê de Ética devidamente credenciado e com a Resolução 1595/2000, do CFM*;<br />- a responsabilidade pela informações e pelo conteúdo são do(s) autor(es).</p> revista@cienciasecognicao.org (Prof. Dr. Glaucio Aranha (Editor-Chefe)) revista@cienciasecognicao.org (Suporte) Sáb, 29 Fev 2020 10:51:40 -0300 OJS 3.2.0.3 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 INVESTIGANDO OS PROCESSOS DE INTERAÇÃO NA COCRIAÇÃO DE VALOR: UMA ABORDAGEM TEÓRICA DO SENSEMAKING COMO CONDIÇÃO ESSENCIAL http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1525 <p>O presente ensaio teórico versa sobre a criação de sentido nos processos de cocriação de valor em ambientes organizacionais. Neste contexto, definições sobre a Lógica Dominante de Serviços e seu desdobramento na compreensão dos conceitos e processos de cocriação de valor serão elencados e analisados. O trabalho revisita o modelo de Payne, Storbacka &amp; Frow (2008) sobre o gerenciamento da cocriação de valor, enfatizando os pontos de contato entre as premissas do <em>sensemaking</em> e da cocriação. Como contribuição teórica, propõe-se um <em>framework</em> conceitual que explicita a ligação entre os temas da cocriação de valor e o <em>sensemaking. </em>Nesta perspectiva, assume-se que o <em>sensemaking</em> desempenha um papel fundamental para a cocriação de valor, quando compreendido como uma forma de tentar controlar e criar previsibilidade em cenários de ameaça pela avaliação de possíveis riscos nas relações interorganizacionais, típicas de contextos de mudança em produtos e/ou serviços. Portanto, ação e cognição são recursivamente ligadas, tanto na cocriação quanto no <em>sensemaking</em>, sendo construídas a partir do entendimento dos papéis dos atores nos pontos de interação entre clientes e organizações, merecendo, assim, maior atenção do mundo acadêmico e gerencial.</p> Ricardo Antonio Reche, Adriana Locatelli Bertolini, Eric Charles Enri Dorion, Ana Cristina Fachinelli Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1525 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300 NEUROIMAGEM E PSICOPATIA: AVANÇOS E CRÍTICAS http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1529 <p>Pesquisas recentes na área de neurociência cognitiva buscam encontrar evidências que confirmem a hipótese de que as bases causais da psicopatia residem na neurobiologia. Contudo, há grande controvérsia nesta área, por exemplo, o neurocientista James Fallon, embora arbitre que a biologia (<em>nature</em>) seja responsável por 80% do comportamento, propõe que a psicopatia pode ser explicada pela epigenética (biossociais). Não há uma conclusão definitiva sobre qual a real causa do comportamento psicopático, embora a base neurobiológica desempenhe papel importante. Um dos problemas da associação da psicopatia com a neurobiologia se refere ao uso do neuroimageamento como evidência em favor da posição biológica, pois a neuroimagem aplicada ao estudo do comportamento social possui diversos questionamentos. Neste texto, apresentamos uma discussão sobre o tema e apontamos algumas críticas. A contribuição da neurociência cognitiva nos estudos da mente e do comportamento é inegável, porém há obstáculos a serem considerados, como o emprego de neuroimageamento para identificar bases causais de comportamentos desviantes.</p> Carlos Eduardo Batista de Sousa, Marselle Soares S Klem de Mattos Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1529 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300 APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS EM NEUROPSICOLOGIA: A TEORIA DECLARATIVA/PROCEDURAL http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1640 <p>Este artigo objetiva oferecer uma ampla revisão do <em>framework</em> da Teoria Declarativa/Procedural (DPT), de Michael Ullman, a partir de artigos publicados entre 1998, quando a DPT foi proposta, até 2016. A DPT sustenta que a aprendizagem da linguagem depende de dois sistemas de memória: o léxico é aprendido por memória declarativa, e as regras gramaticais, por memória procedural. Com esta revisão, os resultados obtidos são: (a) estudos com pacientes com distúrbios, utilizando neuroimagens, verificaram as áreas encefálicas ativadas durante a realização de atividades ligadas à linguagem e à memória; (b) identificação de que as memórias declarativa e procedural não são específicas da linguagem, pois atuam em habilidades motoras e recordações de fatos e eventos; (c) com o avanço das pesquisas, a DTP tornou-se mais flexível, admitindo que os sistemas de memória, mesmo independentes, interagem de várias formas; e (d) fatores como idade, frequência de exposição ao <em>input </em>linguístico, disfunções e hormônios impactam no uso dos dois sistemas.</p> Heloísa Pedroso de Moraes Feltes, Fernanda Bertelli Fogaça Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1640 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300 O QUE PENSAM ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL DE ESCOLAS PÚBLICAS DE LONDRINA ACERCA DA POBREZA? http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1517 <p>A perspectiva piagetiana foi tomada como referência neste artigo que constituiu-se em estudo descritivo de abordagem qualitativa e objetivou investigar os níveis de evolução do conhecimento social por meio da noção de pobreza, em 24 estudantes do Ensino Fundamental, sendo 8 alunos dos anos iniciais (3º e 5º Anos) e 16 estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental (7º e 9º Anos), de duas escolas públicas da cidade de Londrina, PR, uma delas com IDEB 3.8 e outra com nota 5.6. Os procedimentos utilizados foram ancorados no método clínico crítico piagetiano. Como instrumentos, foram empregados: entrevista, produção de desenhos e legendas pelos participantes. Os resultados indicaram níveis distintos de compreensão da noção de pobreza: dos 24 alunos participantes do estudo, com idades compreendidas entre 6;0 e 15;03, 16 se enquadraram no nível I, 8 se enquadraram no nível II e nenhum participante atingiu o nível III de compreensão da realidade social, que supõe maior elaboração, abstração e reflexão. Os resultados ressaltam a escola como espaço de reflexão e promoção de desenvolvimento cognitivo a oportunizar noções pertinentes ao domínio social, leitura e atuação mais crítica dos sujeitos transformadores da realidade em que vivem.</p> Francismara Neves de Oliveira, Leandro Augusto dos Reis, Erica Marques Rosa, Mariana Moreno Macarini Fachin, Guilherme Aparecido Godoi Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1517 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300 TRANSMIDIALIDADE E COGNIÇÃO EM CONTEXTO EDUCACIONAL http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1656 <p>Há cerca de duas décadas (2000-), o surgimento de estudos sobre narrativas transmídia, impulsionados pela publicação da obra <em>Convergence Culture, </em>de Henry Jenkins, deu relevo a um novo estatuto da produção textual, pautado no convite para a maior participação do leitor na construção do texto com base na convergência tecnológica. Os sistemas tradicionais de escritura viam-se, como ocorre de tempos em tempos, em face de um novo paradigma tecnológico, que, por sua vez, instaura uma nova forma de <em>estar no mundo</em> e <em>significar o mundo</em>. Nos estudos voltados para contextos educacionais, as possibilidades abertas pelo uso deste recurso ganharam espaço em textos ensaísticos, sem, contudo, ser verificada uma efetiva implementação de estratégias e práticas evidenciadas por artigos de base empírica. O presente artigo busca discutir, a partir de um estudo de caso centrado na tentativa de implementação do uso de narrativas transmídia, os desafios e dificuldades para a exequibilidade do projeto em um contexto educacional. Observou-se que a transmidialidade demanda esquemas cognitivos próprios, articulando áreas e procedimentos corticais específicos que buscam dar conta dos diferentes graus de complexidade que atravessam a semiosfera de docentes e discentes, bem como realidades culturais que contribuem para o pensar e o sentir. Foram observadas matrizes conflitantes de significação sobre o objeto e sua usabilidade entre docentes e discentes, que se puseram como obstáculos cognitivos para compreensão da nova lógica do sistema de escrita e leitura transmidiática, bem como a persistência hegemônica da lógica impressa na prática educacional.</p> Glaucio Aranha Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1656 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300 ELABORAÇÃO DE COMPARAÇÕES POR CRIANÇAS PARA EXPLICAR O PROCESSO DE DISSOLUÇÃO http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1538 <p>Este trabalho tem como objetivo investigar a elaboração de comparações por crianças de 3 a 11 anos para explicar o processo de dissolução. Os dados foram coletados em entrevistas individuais semiestruturadas e sua análise evidenciou que as crianças foram capazes de elaborar diferentes tipos de comparações que se diferenciam com relação ao grau de abstração. Outra evidência foi a de que as experiências vivenciadas e o conhecimento das crianças influenciam no tipo de comparação que elas são capazes de elaborar. Por meio dessas comparações, elas expressaram ideias sobre o processo de dissolução como: desaparecimento, derretimento, transmutação e desintegração. Com base nessa análise, apoiamos a hipótese de outros autores de que há uma progressão nos tipos de comparação que as crianças elaboram ao longo de sua vida, passando de comparações superficiais para aquelas que envolvem o mapeamento de relações de similaridade entre os domínios comparados, mas que a idade não é o fator determinante do tipo de comparação que elas irão elaborar. No contexto do Ensino de Ciências, o qual envolve processos de significação de conceitos, destacamos a necessidade de que os professores compreendam como as crianças elaboram suas comparações para explicá-los.</p> Clara Milene Cirino, Thais Mara Anastácio Oliveira, Nilmara Braga Mozzer Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1538 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300 APLICAÇÃO DA ESCALA SAM NA SELEÇÃO DE IMAGENS DE ALIMENTOS SAUDÁVEIS E NÃO SAUDÁVEIS PARA UTILIZAÇÃO EM TAREFAS EXPERIMENTAIS http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1548 <p>O modelo dimensional das emoções tem sido utilizado em investigações no âmbito da psicologia experimental. Este estudo utilizou a pontuação nas dimensões da escala SAM (<em>Self Assesment Manikin</em>) para emparelhar estímulos considerando o valor afetivo. O objetivo foi realizar um levantamento das dimensões afetivas em um conjunto de 122 imagens relacionadas com alimentos para utilização em tarefas experimentais entre adultos, com o intuito de permitir o emparelhamento de estímulos nas dimensões afetivas, em conjuntos de imagens de alimentos saudáveis (SD), não saudáveis (NS) e objetos comuns do dia a dia (OB). Participaram como juízes 87 estudantes universitários, 43 (49,4%) do sexo feminino e 44 (50,6%) do sexo masculino. O controle emocional dos estímulos contribui para aumentar a validade ecológica dos estudos através do melhor controle dos estímulos que possuem relevância afetiva. Este trabalho propiciou a criação de um banco de imagens relacionadas a alimentos saudáveis e não saudáveis e um conjunto de imagens de objetos para comparação ou pareamento. O material desenvolvido possibilita a manipulação e controle de estímulos com relevância emocional em estudos relacionados ao comportamento alimentar em humanos.</p> Alba Recalde Aguirre, Silvia Mendes da Cunha, Michelle Deluchi, Raul Gonçalves, Lisiane Bizarro Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1548 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300 A ESCOLA ENSINA OS SERES HUMANOS A PENSAR, MAS SOMOS TODOS CIBORGUES http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1557 <p class="p1">A cultura escolar privilegia, seguindo alguns preceitos filosóficos que remontam ao Iluminismo, o ensino intelectual. De acordo com eles, a mente humana precisa ser ensinada a pensar sendo esta a tarefa das instituições de ensino. Teses atuais da filosofia da mente apontam, entretanto, que não é o intelecto, mas o corpo associado e híbrido quem aprende. De acordo com Andy Clark e as reflexões teóricas que integram a <em>embodied embedded cognition</em>, a mente e a cognição humana não se reduzem a um conjunto de operações mentais, mas são atividades corporais em que corpo, mente e mundo desempenham funções e se relacionam como em uma orquestra. Nesta sinfonia, lápis, caneta e cadernos, por exemplo, são tão cruciais ao ato de aprender quanto neurônios ou o próprio cérebro. Esses pressupostos permitem pensar esses artefatos como tecnologias cognitivas e não (meros) recursos didáticos. O objetivo do artigo é levantar, a partir desta visão, alguns questionamentos à área da Educação. As problemáticas colocadas buscam, sobretudo, construir uma maior interface entre estas reflexões e o contexto escolar, analisando especialmente o papel dos artefatos tecnológicos e sua relação com a aprendizagem.</p> Camila Moura Pinto Copyright (c) http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/1557 Qua, 26 Fev 2020 00:00:00 -0300